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terça-feira, 19 de julho de 2022

Pesquisa inédita O GLOBO/Ipec aponta as 26 maiores torcidas do Brasil

 



Foram entrevistadas pessoalmente 2 mil pessoas em 126 municípios

Por Bernardo Mello — Rio de Janeiro

19/07/2022 02h00  Atualizado há um ano

Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras estão consolidados como os quatro times de maior torcida do Brasil — Foto: Divulgação

Pesquisa O GLOBO/Ipec, divulgada a partir de hoje, aponta o Flamengo na liderança das maiores torcidas do Brasil, seguido por Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco entre os cinco mais citados. O rubro-negro teve 21,8% das menções dos entrevistados. O Corinthians, único outro clube a pontuar com dois dígitos, marcou 15,5%. Nos próximos dias, O GLOBO detalhará em uma série de reportagens o perfil das torcidas e as distribuições etária, regional, por gênero, cor da pele, religião, entre outros temas.

O Ipec é um instituto formado por executivos que fizeram parte do Ibope. O levantamento, encomendado pelo GLOBO, contou com 2 mil entrevistas presenciais em 128 municípios de todo o país, entre os dias 1º e 5 de julho. O índice de confiança é de 95% e a margem de erro total é de 2 pontos para mais ou para menos, mas para este estudo foi calculada especificamente a margem de erro do percentual obtido por cada clube (entenda mais na matéria abaixo).

A pesquisa colheu respostas em formato espontâneo —isto é, sem que fosse apresentada uma lista de opções —à pergunta sobre qual time brasileiro cada entrevistado “torce mais ou tem simpatia maior”, com possibilidade de citar uma segunda opção. A soma dos percentuais pode ultrapassar os 100% porque os entrevistados poderiam citar mais de um time.

Depois de São Paulo (8,2%) e Palmeiras (7,4%), o Vasco alcançou 4,2% das menções dos entrevistados. O Grêmio, que teve 3,2% das menções, e o Cruzeiro, com 3,1%, têm torcidas mais concentradas em suas próprias regiões, diferentemente do cruz-maltino, conforme apontam os recortes geográficos da pesquisa que serão divulgados nos próximos dias.

Internacional e Santos, ambos com 2,2 % das menções dos entrevistados, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Fortaleza, Sport e Fluminense completam o grupo de 15 times que atingiram mais de 1% de citações. Paysandu, Ceará e Vitória-BA aparecem em seguida, à frente da seleção brasileira, mencionada em 0,7% do total de respostas como o time da preferência dos entrevistados.

Clubes que vivem ascensões recentes, Athletico e América-MG aparecem fora do top-20 da pesquisa O GLOBO/Ipec, abaixo do Santa Cruz, que completa, ainda que empatado na margem de erro, a lista dos mais citados. Um ponto comum entre paranaenses e mineiros, segundo dados da pesquisa, é a maior presença de seus torcedores na faixa etária mais jovem.

Times que não frequentam a Série A há alguns anos — Remo (0,4%) e Botafogo-SP (0,3%) — e outros que jogam na elite atualmente — Goiás e Coritiba (0,3% cada) — completam a lista dos 26 times mais citados, 11 deles com menos de 1%.

Outras equipes foram citadas ao menos uma vez, mas totalizaram menos de 0,2%. Como alguns times podem aparecer mais em função dos municípios da amostra dos entrevistados, eles não são divulgados. Todos esses clubes somam 2,3% das respostas dadas pelos entrevistados. Ao todo, 24,4% disseram não torcer por nenhum time e 2,5% não souberam ou não opinaram.

Mesmo com empates na margem de erro, tendências aparecem

Competições em pontos corridos ou mata-mata têm seus regulamentos e vale o que está escrito. Em pesquisas de opinião sobre torcidas de futebol, as regras também existem. Não são tão simples como soma de pontos, vitórias ou saldo de gols, mas exigem atenção aos detalhes, e os dois mais importantes envolvem a margem de erro e a impossibilidade de se comparar os mais novos resultados do Ipec com levantamentos semelhantes do passado.

A pesquisa O GLOBO/Ipec calculou margens de erro individualizadas por cada clube, levando em consideração o resultado de cada um deles. Time de maior torcida do Brasil, o Flamengo, por exemplo, marcou 21,8%, mas, considerando esse critério estatístico, pode ter entre 20% e 23,6%.

Existe um grande equilíbrio estatístico a partir do Vasco, quinto colocado no ranking geral, mas, mesmo assim, os dados ajudam a revelar tendências numéricas da torcida de cada clube, mesmo que, na ponta do lápis, considerando os limites das margens de erro, os clubes possam estar empatados.

Décimo quinto no ranking geral, o Fluminense, com 1,1%, pode estar entre 0,6% e 1,5%, considerando a margem de erro amostral. Ou seja, existe um empate técnico, no limite para cima, até com o Atlético-MG, que aparece com 2,1% no total de menções, mas pode ter de 1,5% a 2,7%. O infográfico acima mostra os limites inferior e superior de cada clube.

Esclarecidos os detalhes técnicos, especialistas alertam por que não é correto comparar esta pesquisa com outros levantamentos que vêm tentando medir o tamanho das torcidas no Brasil há décadas. Há diversos métodos para aferir opinião pública, seja por painéis digitais na internet, perguntas por telefone e face a face nas ruas ou em domicílios.

Esta pesquisa do Ipec foi feita presencialmente em domicílios de 128 cidades, onde foram realizadas 2.000 entrevistas com população de 16 anos ou mais, uma amostra que busca refletir essa população como um todo. No entanto, como torcedores com menos de 16 anos não fazem parte do levantamento, os resultados podem ser diferentes de outras pesquisas, que já fizeram amostragem, por exemplo, conversando com crianças a partir de dez anos de idade.

Pesquisas do passado já fizeram amostragens considerando apenas regiões metropolitanas, o que também altera os resultados. Nesta do Ipec, são usados métodos probabilísticos para refletir a população em estudo, mas há também outras formas de se fazer pesquisas sobre clubes como, por exemplo, com uma amostra específica por estado do país.

https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2022/07/pesquisa-inedita-o-globoipec-aponta-as-26-maiores-torcidas-do-brasil-veja-lista.ghtml


 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

DAZN desidrata operação no Brasil e deixará de transmitir campeonatos

 






Com tv aberta e celular, Bundesliga foca no torcedor do futuro




18 SET, 2020

EDUARDO ESTEVES

Diretor Executivo do MKTEsportivo



A mim não causou estranheza o anúncio feito pela Bundesliga de que seus jogos seriam transmitidos ao vivo pelo aplicativo da OneFootball (parceira de conteúdo do MKTEsportivo) no Brasil. Nesta sexta-feira, a liga alemã anunciou um acordo similar com a plataforma indiana FanCode.

Voltemos no tempo, mais precisamente em março do ano passado. Nós destacamos um estudo feito pela Otto Beisheim School of Management (WHU) que foi encomendado pela própria Bundesliga sobre os hábitos de consumo da Geração Z (nascidos a partir de 1997). Há um ano, os alemães já tinham mapeado que o consumo dos seus conteúdos é feito, principalmente, pelo celular.

O estudo mostrou também que, apesar do amplo uso da segunda tela em jogos de futebol, 80% dos jovens da Z ainda preferem assistir a uma partida da liga pela televisão, à exemplo dos mais velhos. E para isso teremos o recente acordo com a Band na Tv aberta. Portanto, movimentos embasados em dados.

Há alguns anos a Bundesliga decidiu se diferenciar dos outros a partir de um amplo uso da tecnologia. Os jogos são filmados por câmeras de telefones celulares, já antecipando o consumo via mobile. Alguns estádios usam o 5G para oferecer uma experiência imersiva ao torcedor no celular.

“A geração Z sabe que o conteúdo digital tem seu valor. Esse contra-movimento para a mentalidade freemium é uma mensagem importante para todas as empresas de mídia”, disse Christian Seifert, CEO da DFL, quando o estudo foi publicado.

Tudo absolutamente planejado. No Brasil, os alemães não querem rentabilizar no curto prazo com seus direitos de transmissão. Neste momento, desejam ganhar mercado, visibilidade, ficar mais próximos dos fãs e, no futuro, faturar. O momento agora é alcançar o maior número de pessoas por meio de um equilíbrio de meios que se complementam: tv e streaming.

Unindo Tv e mobile, a Bundesliga foca onde está a próxima geração de consumo do seu futebol.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Vasco apresenta nova camisa 3, toda branca e com escudo modificado


Vasco apresentou nesta terça-feira sua nova camisa 3 para a temporada.
A camisa para os jogadores de linha será predominantemente branca, com golas e detalhes na manga na cor preta. O calção também é preto.
A inspiração está em um dos modelos de uniforme utilizado pelo goleiro Nelson da Conceição há um século. Ele foi o primeiro goleiro negro do Vasco e da seleção brasileira, contribuindo para a luta contra o racismo no esporte, especialmente no futebol.
O arqueiro defendeu o Cruzmaltino entre 1919 e 1927, atuando em 191 jogos e colaborando para alçar o clube ao patamar dos grandes da cidade do Rio de Janeiro.

Já o meião em preto e branco faz referência ao modelo usado pelo Vasco na primeira e vitoriosa viagem do time à Europa, em 1931, quando conquistou a Copa Myrurgia derrotando o Barcelona, da Espanha. Na mesma excursão pelo Velho Continente, a equipe superou outras grandes forças da época, como o trio de ferro português: Porto, Benfica e Sporting.
Uma das grandes novidades da peça é o escudo. Ele é inspirado em um dos elementos que compõem o troféu "Bodas de Ouro", doado ao clube por portugueses residentes no Brasil em comemoração ao Cinquentenário do Vasco (1898-1948). No troféu, o escudo traz uma versão estilizada da Cruz de Cristo encarnada. Na camisa três, o escudo é mais próximo da Cruz da Ordem Militar de Cristo.
O uniforme chega às lojas nesta quarta-feira, dia do 121º aniversário do Vasco.

Fortaleza se queixa da Turner e faz protesto em camisa do clube

Resultado de imagem para logo folha

Presidente do clube reclama de valor pago pela emissora de TV


Alex Sabino
SÃO PAULO
Irritado com a Turner, o Fortaleza fez seus jogadores entrarem em campo para enfrentar o Internacional no sábado (17), pelo Campeonato Brasileiro, usando camisas com  "-14" estampados.
Era um protesto pela desigualdade no pagamento das cotas de TV feitas pela emissora. A partida foi transmitida pelo TNT, canal que faz parte da Turner. 
O símbolo e o número representam a diferença entre os valores recebidos pelo Fortaleza e pelos outros que fecharam contrato com o canal até 2024. De acordo com o presidente do time, Marcelo Paz, PalmeirasSantos, Internacional, Ceará, Bahia, Athletico-PR dividiram R$ 140 milhões de partes iguais. Cada equipe ficou com R$ 23 milhões. O Fortaleza recebeu R$ 9 milhões. 
Consultada pela Folha, a assessoria de imprensa da Turner disse que a empresa “não comenta sobre contratos e sua relação com os clubes e os termos dos contratos são confidenciais.”
Jogadores do Fortaleza (à esq) entram em campo com camiseta escrito "-14"
Jogadores do Fortaleza (à esq) entram em campo com camiseta escrito "-14" - Reprodução/TNT
"O Fortaleza tem o direito de protestar contra essa situação, que julgamos ser totalmente absurda dentro da divisão de cotas no futebol brasileiro. É como se em uma corrida de 100 metros, seis times largassem com 23 metros, e o Fortaleza com 9 metros, e ainda tendo que chegar na frente dessas equipes", reclama Paz.
Ele alega que a disparidade de valores causa desequilíbrio esportivo e dificulta a gestão, já que os torcedores cobrariam investimentos no elenco que o clube não poderia fazer. 
Entre os sete clubes do Campeonato Brasileiro da Série A que têm contrato com a Turner, o Fortaleza foi quem recebeu menos de luvas: R$ 3 milhões. Embolsará também a menor fatia do bolo na divisão do dinheiro prometido pela emissora. Embora esteja descontente com um contrato que foi assinado pela própria agremiação (algo que Paz reconhece), o grande aborrecimento do cartola é outro.
“Minha maior crítica é ao discurso deles. A Turner entrou no mercado como? Pregando igualdade e prometendo não fazer o que a Globo fez. Disseram que promoveriam uma democratização dos direitos de TV. Não posso ficar satisfeito com uma empresa que prega a igualdade e faz outra coisa”, reclama.
Na próxima rodada, a emissora terá direito de transmitir a partida do Fortaleza contra o Santos, na Vila Belmiro. Será domingo (25), às 16 horas.
Os contratos dos clubes com a Turner foram acertados em 2017 e passaram a valer no Brasileiro deste ano. Quando os documentos foram assinados, o Fortaleza estava na Série B. 
“O Bahia, por exemplo, teve R$ 40 milhões. Os outros seis clubes vão dividir um valor em torno de R$ 120 milhões”, completa Paz.
Inicialmente, os valores seriam distribuídos no esquema chamado de 50-25-25: 50% divididos em partes iguais, 25% pela classificação final no torneio e 25% pela quantidade de partidas transmitidas. Mas os clubes que assinaram com a emissora (menos o Fortaleza) conseguiram mudar o acordo e puderam pedir imediatamente a antecipação dos R$ 23 milhões cada. 
“O Fortaleza foi o melhor custo-benefício da Turner. Por um valor muito pequeno, porque estávamos na Série B, eles terão direito de transmissão de todos os nossos jogos contra as outras seis equipes. O problema é que eles não reconhecem isso”, continua o presidente.
Esta é outra queixa. O dirigente diz ter tentado renegociar o contrato do Fortaleza com a Turner porque acreditava que o clube merecia uma valorização. Segundo Paz, a emissora se negou a conversar.
O presidente diz saber que o canal renegociou neste ano os contratos de todas as outras seis equipes, pagando mais do que elas já tinham direito.
“Não tem mais o que fazer. Eles não tiveram a sensibilidade de igualar [o acordo do Fortaleza com os demais]. Mudaram o contrato do Ceará, mudaram o contrato do Bahia, mudaram os contratos de todos os outros, menos o nosso”, finaliza.
Não se trata do primeiro clube que mostra descontentamento com a Turner. Outros clubes se queixaram do tratamento dado à emissora ao Palmeiras, que recebeu cerca de R$ 100 milhões de luvas pelo contrato em TV fechada do Brasileiro. Algo que o canal nega ter acontecido.




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