sexta-feira, 2 de setembro de 2011

TOP12 | O VALOR DAS MARCAS DOS TIMES BRASILEIROS EM 2011

Futebol Business


sexta-feira, 2 de setembro de 2011 às 22:13Por Futebol Business


ESTUDO MENSURA QUANTO VALEM AS 12 MARCAS MAIS VALIOSAS DOS CLUBES DE FUTEBOL DO BRASIL
O tamanho da torcida é muito relevante no cálculo do valor da marca, chegando a representar 46% do valor
O tamanho da torcida é muito relevante no cálculo do valor da marca, chegando a representar 46% do valor
A análise foi feita pela BDO RCS pelo terceiro ano consecutivo. A empresa conta com Amir Somoggi, referência nos estudos e relatórios financeiros do futebol brasileiro. O estudo abrange 12 clubes: Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Grêmio, Internacional, Cruzeiro e Atlético Mineiro.
Estes 12 clubes foram responsáveis por 52% dos ingressos vendidos na Série A e B. Juntos arrecadaram R$ 287 milhões com patrocínio e publicidade, e são detentores de 92% dos títulos do campeonato brasileiro de 1971 até 2010 (36 de 40). Em 2010 os 12 clubes analisados geraram um total de R$ 1,52 bilhão, um aumento de 199% com relação a 2003 (R$ 509,4 milhões).
Para calcular o valor de marca a BDO RCS considera 18 variáveis como: dados financeiros históricos dos clubes, informações publicadas em pesquisas com os torcedores, dados de marketing esportivo, hábitos de consumo dos torcedores e dados sociais e econômicos do mercado em que atuam os clubes analisados.
As receitas diretamente relacionadas ao cálculo do valor da marca foram consolidadas em quatro macro receitas: marketing, estádio, sócios e mídia.
Segue o estudo: (Valor em R$ milhões)
201120102009
CorinthiansR$ 867,0CorinthiansR$ 749,0FlamengoR$ 568,1
Flamengo (+1)
R$ 689,5São PauloR$ 659,8CorinthiansR$ 562,6
São Paulo (-1)
R$ 664,2FlamengoR$ 625,3São PauloR$ 551,9
PalmeirasR$ 452,9PalmeirasR$ 444,1PalmeirasR$ 419,6
InternacionalR$ 277,9InternacionalR$ 268,7InternacionalR$ 230,9
Santos (+2)
R$ 227,9GrêmioR$ 222,8GrêmioR$ 213,7
Grêmio (-1)
R$ 224,6Vasco da GamaR$ 156,5CruzeiroR$ 138,9
Vasco da Gama (-1)
R$ 162,5SantosR$ 153,3SantosR$ 135,1
CruzeiroR$ 151,3CruzeiroR$ 139,6Vasco da GamaR$ 121,8
Atlético MineiroR$ 150,5Atlético MineiroR$ 110,3FluminenseR$ 108,5
FluminenseR$ 135,7FluminenseR$ 104,2BotafogoR$ 97,1
BotafogoR$ 90,7BotafogoR$ 89,9Atlético-MGR$ 91,8
O Flamengo que era a marca mais valiosa em 2009, ano em que foi campeão brasileiro, perdeu duas posições em 2010, mas recuperou uma posição em 2011. O Corinthians é o líder das marcas pelo segundo ano consecutivo. O Santos foi a marca que mais ganhou posições neste estudo com relação à última análise, subiu de oitavo para sexto, enquanto São Paulo (de segundo para terceiro), Grêmio (sexto para sétimo) e Vasco da Gama (sétimo para oitavo) perderam uma posição.

AUMENTO RELATIVO ENTRE 2010 E 2011

Santos, Atlético Mineiro e Fluminense foram os clubes cujos valores de marca mais evoluíram em relação a 2010. Santos e Fluminense foram os principais campeões do futebol brasileiro em 2010. Embora o Atlético Mineiro não tenha vencido nenhum título expressivo em 2010, o clube sofreu um grande incremento nas cotas de TV e patrocínio, que impulsionaram o crescimento de 36% no valor da marca.
Santos49%
Atlético Mineiro36%
Fluminense30%
Corinthians16%
Flamengo10%
Vasco da Gama8%
Cruzeiro8%
Internacional3%
Palmeiras2%
São Paulo1%
Grêmio1%
Botafogo1%
O aumento das arrecadações, o momento econômico que atravessa o país com uma moeda valorizada, e maior profissionalização do da gestão do futebol no Brasil, potencializam o campeonato que hoje reúne grandes nomes, que há 5 anos atrás, estariam na europa, como os já consagrados Ronaldinho, Fred, Adriano além das grandes promessas, Lucas, Neymar e Ganso. É o que mostra a reportagem da TV Globo:

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


A Espanha de hoje é o Brasil de amanhã ?


No momento em que sua seleção atravessa o momento mais brilhante de sua história, o futebol espanhol caminha célere para a bancarrota.


A Espanha é o grande paradoxo do futebol moderno. Escrevi um post há poucas semanas atrás, em que o presidente do Sevilha, Del Nido, antes mesmo da Liga começar, referia-se à mesma como “Liga de mierda”. Essa semana, após o cartão de visitas do que será essa enfadonha Liga, com goleadas arrasadoras dos dois papões, o presidente do Villareal, Francisco Roig, foi duro nas declarações e reafirmou que o futuro do futebol espanhol é sombrio.
Com efeito, o futebol espanhol possui a divisão de recursos mais madrasta do futebol mundial. Enquanto Real e Barça juntos abocanham 300 milhões de euros em direitos de transmissão, 8 dos 20 clubes recebem de 12 a 17 milhões cada. Um abismo colossal. O poder de fogo dos outros participantes são balas de borracha contra as bazucas dos 2 gigantes. A consequência, é que no afã de lutar contra massacres previsíveis e montar times minimamente competitivos, os rivais tomam empréstimos e assumem dívidas imensas para, pelo menos, tentar evitar goleadas humilhantes. No decorrer de alguns anos, tornaram-se totalmente inadimplentes, não apenas com fornecedores e com o fisco, mas principalmente com os próprios jogadores, que em muitos desses clubes chegam a estar de 3 a 4 meses sem receber salários.
Na Espanha existe um mecanismo legal chamado de “Lei Concursal” que permite aos clubes, como uma espécie de concordata, disputar o campeonato, mantendo em suspenso o pagamento dos salários. Com a quantidade de clubes em dificuldades, os jogadores se reuniram e impediram o início da Liga até que alguma coisa fosse feita. E foi. Entretanto, foram apenas medidas paliativas, que não impedirão a bancarrota futura, mas prorrogam a agonia. Criaram um fundo especial que será formado e gerido pela Associação de Futebolistas, cujos recursos socorrerão os jogadores em dificuldades, que terão um prazo de até 4 anos para retornar o empréstimo. Permitirão que jogadores com atrasos salariais a partir de 3 meses possam se desvincular sem ônus do clube inadimplente, e a garantia de que os salários em atraso serão devidos mesmo que o clube seja rebaixado. Porém, a razão das distorções segue “imexível”. Comparando a Espanha com a Inglaterra percebe-se porque a Premier a cada ano se fortalece, ao contrário da liga ibérica. Na ilha, o clube que mais recebe direitos de TV, o Manchester United, receberá esse ano uma quantia aproximada de 60 milhões de libras, enquanto o menorzinho, o calouro Blackpool, receberá cerca de 28 milhões. Quase a metade. Isso permite um fôlego aos pequenos proporcionando um equilíbrio maior de fôrças e jogos mais atraentes. Claro que os nanicos não serão campeões, nem na Inglaterra nem em lugar algum, mas será difícil que na Premier em sua reta final, tenhamos 2 clubes com quase 100 pontos, e o terceiro com 70, como na Espanha.
Aqui no Brasil, o modelo espanhol já está sendo montado. Em 5 anos, Corinthians e Flamengo poderão receber em aportes de TV algo em tôrno de 300/350 milhões de reais a mais que vários outros “grandes”. O abismo estará sendo irremediávelmente escavado. Alguns argumentam que é assim mesmo, livre concorrência, seleção natural dos mais fortes, e blá blá blá. Não acredito que um modelo que alije do mercado milhões de torcedores de clubes “grandes” no presente, e meros coadjuvantes no futuro, seja benéfico para o mercado esportivo brasileiro.
Mas,é claro, sempre existem os “satisfeitos”. Perguntado sobre o que pensava sobre as queixas (que aqui no Brasil seriam chamadas de “chororô”) do presidente do Sevilha, o jogador Sérgio Ramos do Real Madrid e da seleção espanhola, disparou:
“Se ele não está satisfeito com essa Liga, que trate de procurar outra !”.
Na testa, e à queima roupa. Tomara que algum dia ele não precise jogar no Levante.