Mostrando postagens com marcador Ingresso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ingresso. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Promoção de ingressos faz São Paulo faturar R$ 1 milhão a mais


Quando decidiu fazer seu “saldão de ingressos”, a diretoria do São Paulo tinha um objetivo técnico em mente. Reduzir o preço para atrair mais público e, com isso, ajudar o time a sair da penúltima colocação do campeonato. Além de ser o vice-lanterna, o São Paulo não vencia fazia dez partidas. Ir a um estádio e pagar R$ 30 pelo preço mínimo era, de fato, uma loucura.
A redução do ingresso de valor mais baixo para R$ 10, e o de sócio-torcedor para R$ 2, parecia um tremendo tiro no pé do São Paulo. Tanto que foi só o clube anunciar que estava na base do “deu a louca no Juvenal, queima total de estoque de ingressos!!!” para que as críticas surgissem.
A reclamação era coerente. Como pode um clube abrir mão da receita de bilheteria para tomar uma medida “popularesca”? Pior ainda, de que forma voltar a majorar o preço dos ingressos se o produto já havia sido desvalorizado desse jeito?
Pois bem. Após seis jogos pelo Brasileirão em ingressos com preços promocionais, a conta se apresenta. O São Paulo arrecadou um milhão de reais a mais do que nos jogos sem a promoção.
Até aquela terça-feira 13 de agosto, seis jogos haviam sido disputados no Morumbi para um público total de 51.319 pagantes, ou 8.553 torcedores por jogo em média. Nesses seis embates, o São Paulo havia arrecadado R$ 1,37 milhão, ou cerca de R$ 228,3 mil por partida. O tíquete médio pago pelo torcedor era de R$ 26,70.
Agora, em seis jogos com preços mais baixos, o São Paulo levou 212.012 torcedores pagantes ao estádio. Em média, são 35.335 pessoas por partida. Mas, mais do que isso, a arrecadação saltou. Foi para R$ 2,43 milhões. A média de arrecadação por jogo aumentou em 77%, saltando para R$ 406,1 mil. O tíquete médio que o torcedor paga atualmente está em R$ 11,49.
O sucesso do São Paulo não pode, porém, significar que esse é o caminho a ser tomado pelo futebol no Brasil. O barateamento dos ingressos foi um caminho que deu certo para o Tricolor paulista, mas além disso dois outros fatores contribuíram bastante para que o estádio ficasse cheio e, com o preço médio cerca de 2,5 vezes mais baixo, o clube arrecadasse quase o dobro.
O fato é que, enquanto o produto do futebol no Brasil continuar a ser esse que existe hoje, sem dúvida que é preciso repensar o valor a ser cobrado pelos ingressos de uma partida.
O único clube que ainda pode se gabar de colocar preços altos e mesmo assim ter público constantemente alto é o Corinthians, e mesmo assim é capaz que haja uma sensível oscilação nessa equação no ano que vem, quando além do novo estádio, o Timão fique fora da Copa Bridgestone Libertadores. E isso mesmo só acontece porque o evento é o de maior desejo do torcedor, e a presença dele nos jogos da competição está cada vez mais atrelada, pelo programa de sócio-torcedor, a uma presença fiel nos jogos de menor demanda. Não fosse isso e, provavelmente, a constância do torcedor corintiano nos estádios estaria menor a essa altura do campeonato, com o time caindo pelas tabelas.
Hoje, o preço do ingresso é um grande complicador para que a pessoa querer ir a um estádio de futebol. A prova disso está estampada no exemplo do São Paulo. Condenar a liquidação do preço no futebol de hoje baseado no que acontece no exterior é ignorar o ponto principal: o produto oferecido ao torcedor brasileiro, hoje, está mais próximo de R$ 10 do que de R$ 30.
Se quiser ganhar mais dinheiro no estádio atualmente o clube brasileiro precisa adotar a tática do “Deu a louca no gerente”. O torcedor já sabe que o preço justo para um ingresso está bem mais para a faixa dos 1o reais do que dos 30.
Outro fator importantíssimo é começar a fazer igual ao São Paulo no quesito promoção. Desde que baixou o preço dos ingressos, o Tricolor começou a fazer campanha no site oficial e nos perfis do clube pelas redes sociais para convencer o torcedor a comparecer. A campanha “Três cores, uma só torcida” embalou o clube nessa fase.
Achar qual é o preço a partir do conhecimento do produto que se oferece e, assim, realizar a promoção para atrair as pessoas. São três dos quatro “Ps” do marketing que embalam essa casa cheia são-paulina. Imagine com o time um pouco melhor na tabela o quanto seria possível arrecadar cobrando só R$ 5 a mais em média do torcedor?
O sucesso da liquidação do São Paulo não é um tapa na cara dos teóricos de marketing. Ele só escancarou, mais uma vez, que o futebol no Brasil não pode agir como na Europa. Pelo simples fato que o produto, aqui, tem um valor inferior ao de lá.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cashless - A revolução da fidelização

ArenaPlan Consultoria Tecnológica e Financeira de Areas Esportivas


O futuro dos meios de pagamento
Foto do serviço no estádio do Shakhtar DonetskO futuro das novas e velhas arenas, dos clubes de futebol, de vôlei ou basquete e até dos pagamentos em shoppings e escolas passará por aqui. É impressionante como o Brasil só dá um passo a frente depois que o mundo inteiro passa a adotar uma nova tecnologia. Uma delas é a solução deCashless, no Brasil chamada de “meio de pagamento”.  Cashless é a forma de receber pagamentos sem dinheiro vivo, seja por uso de cartões de fidelização com apoio da internet ou por meio de celulares, ou até mesmo com cartões com código de barras.


Foto do atendente recebendo pagamento dos clientes
no estádio do Shakhtar Donetsk 

 

Os tipos de consumo diferentes

Existem dezenas de maneiras diferentes de trabalhar o Cashless. O objetivo princip
al é oferecer comodidade aos clientes e diminuir as filas, acelerando o tempo de pagamento e claro, agregar serviços à fidelização. Talvez este último já tenha virado uma lenda na indústria do marketing esportivo no Brasil. Principalmente quando falamos de clubes de futebol. Os clubes até hoje tentam vender planos de fidelidade, ou melhor, planos sócio-torcedor que agregam apenas o benefício de oferecer descontos nos ingressos. Um serviço que é limitado, que fica sujeito às boas performances do time em campo, e ainda existem planos que nem isso oferecem. O ideal é oferecer mais benefícios e vantagens aos clientes. Afinal pode ser interessante ser associado mesmo não indo frequentemente ao local dos jogos e, ainda assim, utilizar o sistema para realizar pagamentos no shopping que poderia estar ao lado do estádio, participar de sorteios de brindes, ganhar pontos pelo consumo, ganhar ingressos grátis e descontos em uma linha diversa de produtos, seja no local da partida ou em qualquer loja que esteja agregada ao projeto, estando no local ou distante dele. O importante aqui também é surpreender os clientes e fazê-los pensar que ser associado não é para apenas ter uma cadeira no estádio ou ajudar seu clube do coração, mas ter serviços diferenciados.

Do consumo à segmentação
O serviço de Cashless já chegou no Brasil há alguns anos, mas de forma disfarçada e tímida nas escolas, seja por uso de cartões com código de barras ou uso de cartões magnéticos, eles oferecem a possibilidade de fazer o carregamento de valores até pela internet. Desta maneira pode-se oferecer um benefício e comodidade aos pais que dão a seus filhos um cartão pré-pago para eles utilizarem nas cantinas das escolas. O segundo benefício oferecido foi acompanhar o consumo dos filhos pela internet. Porém trabalhar os dados de consumo gerados ainda hoje é uma realidade bem distante. No sistema de Cashless tradicional o objetivo é carregar os valores que vai consumir em um jogo ou entretenimento e poder ter filas mais rápidas para pagamento, pois o mecanismo não precisa de senhas. Em geral basta encostar o cartão em um terminal PDV que reconhece o cliente e o seu saldo, realizando o pagamento automaticamente. Este simples processo poderia ser utilizado em qualquer loja, cantina ou restaurante, seja em casas noturnas, escolas, shoppings, ginásios esportivos ou estádios. O mais interessante para o gestor é a possibilidade de trabalhar os dados de consumo, e depois segmentar o público em perfis de marketing diferentes, utilizado depois para campanhas pela internet ou mensagens SMS. Outro benefício imediato é o aumento do consumo nos bares. Filas menores geram mais consumo. Na Alemanha houve mais de 10% de crescimento de receitas após a implantação do serviço.

O CASHLESS no mundo

Cada país no exterior tem sua modalidade diferente de Cashlessmais utilizada. Nos EUA ainda é muito comum usar um cartão com código de barras para pagar seu consumo em parques, ginásios de basquete ou arenas de futebol americano. Na Europa, eles utilizam mais cartões de proximidade, o conhecido RFID Myfare, com carregamento pela internet, utilizando máquinas caras para carregamento e consulta de saldo dentro do local, semelhantes aos do metrô de São Paulo. Praticamente todos os estádios da primeira e segunda divisão da Alemanha já possuem o sistema. Na Inglaterra estão caminhando nessa direção. No Japão os celulares avançados são a estrela, e eles os utilizam até para pagamento do metrô. No Brasil nenhum estádio ainda usa solução Cashless, nem os novos estádios da copa do mundo. É terrível fazer parte de um país de terceiro mundo. Eu digo isso porque a Arenaplan lançou este mesmo sistema, dispensando as máquinas caras para carregamento e consulta dentro dos estádios, com a tecnologia mais inovadora do mundo, baseado em plataforma Mobile, com PDV´s portáteis para atendimento móvel até nas arquibancadas ou restaurantes e, mesmo assim, ainda precisamos ensinar para nossos clientes o que significa a palavra "Cashless". 

O segredo é o conteúdo e bons serviços

Em um país onde se agridem e remuneram mal os professores é difícil querer investir em inovações. Nos EUA e Japão a cultura do "chegar primeiro" é parte do objetivo dos vencedores. No Brasil, mesmo se conhecendo os benefícios, as vantagens e os baixos custos do processo, eles ainda cobram cases de sucesso em um país que nunca gostou de modernidade. Onde arrumar os cases de sucesso? Quem será o primeiro a implantá-lo? No primeiro mundo isso seria uma grande oportunidade. Chegar primeiro é uma bênção dos Deuses. Outro detalhe importante. O hábito de tratar as informações e segmentar os clientes deveria ser obrigatório. Ainda mais em um mercado de entretenimento, como é o futebol. O brasileiro ainda não entendeu que o novo consumidor quer conteúdo. Se você leva para ele serviços diferenciados, usando seu próprio celular, ele poderia ter acesso à programação e dados das partidas, antes, durante e depois do evento. Surpreendê-los com mensagens de brindes para pegar na loja do clube no local, logo após a vitória do seu clube aumentaria sua experiência esportiva. Ações como esta podem transformar um torcedor esporádico em um ávido consumidor de produtos do clube e com presença assídua. Foi assim que a Alemanha atingiu índices de quase 100% de ocupação dos estádios. Interatividade e conteúdo é o segredo do futuro para o esporte. Os gestores poderão comercializar campanhas de marketing personalizadas, baseadas no perfil de consumo do consumidor e ampliar suas receitas. Ninguém colocou isso nos planos de negócio das novas arenas. Os consumidores por si ampliarão sua presença e vão querer cada vez mais serviços. E tudo isso pode começar levando um simples serviço de pagamento fácil para o seu celular. 

Por Márdel Cardoso é diretor da Arenaplan Consultoria. Gerente de projetos, bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG, MIT-Master Information Tecnology pela Fiap-SP, Gestão de Arenas pela Trevisan e Marketing Esportivo pela Uniara. Especialista em estudo de viabilidade financeira de arenas. Professor em Gestão de Projetos e Empreendedorismo pela Uninove de São Paulo. Autor de 2 livros. 


Email:  mardel@arenaplan.com.br 
Twitter: @arenaplanFacebook: http://www.facebook.com.br/arenaplanconsultoria

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Assistir aos jogos da NFL ficou ainda mais caro nesta temporada

A temporada 2013/2014 da NFL começou no último final de semana e tudo indica que os fãs da liga abrirão o bolso para alimentarem sua paixão.
De acordo com o Fan Cost Index, levantamento anual feito pela CNN, a média de preço dos ingressos para a atual temporada será de US$ 82 por jogo, aumento de 3% em relação a temporada anterior.
Levando em conta também o gasto com estacionamento e duas indispensáveis cervejas ao longo da partida, o investimento salta para US $ 209.
Entre as equipes, assistir a um jogo no Cowboys Stadium está no topo dos gastos, em média US$ 300 por partida, enquanto na casa do Cleveland Browns cai pela metade, cerca de US$ 143.

Tabela: CNN