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segunda-feira, 12 de março de 2018

Com procura inferior à Copa no Brasil, Rússia retoma venda de ingressos

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Fifa registrou 8,4 milhões de pedidos por bilhetes até o momento

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MOSCOU - A Copa do Mundo de 2018 ainda tenta alcançar o apelo da edição realizada no Brasil há quatro anos. Até agora, a Fifa registrou 8,4 milhões de pedidos de ingressos para o Mundial da Rússia - contra cerca de 9,7 milhões de solicitações até a mesma etapa de vendas na última Copa. A venda de ingressos para o Mundial de 2018 será retomada nesta terça-feira.

Esta próxima fase de vendas será a quarta, com início marcado para 13 de março, e pode se estender até 3 de abril. Nela, os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada aos torcedores através do site www.fifa.com/tickets.
Na primeira etapa, entre setembro e outubro de 2017, a Fifa distribuiu aleatoriamente os ingressos entre o total de solicitantes. O procedimento se repetiu na abertura da terceira fase, que foi de dezembro a janeiro. Entre esses dois momentos, os torcedores já tiveram uma janela de compra que seguia o critério da ordem de chegada, em novembro do ano passado.

Considerando as três fases de venda de ingressos, até agora pouco mais de 1,3 milhão de bilhetes foram alocados - isto é, efetivamente vendidos depois da solicitação. No caso do Brasil, que seguiu cronograma similar ao da Rússia, o número de vendas até esta etapa já beirava 1,6 milhão de ingressos, segundo dados divulgados pela Fifa à época.

Do total de ingressos vendidos para o Mundial da Rússia, cerca de 545 mil - ou 42% do total - tiveram como destino o próprio país-sede. Na Copa de 2014, por outro lado, cerca de 60% dos bilhetes comercializados até a terceira fase foram destinados a brasileiros.

- É importante destacar que há muitos pedidos de outros países, inclusive de alguns cujas seleções sequer se classificaram para a Copa, como Holanda e China. Isso mostra que muitos estrangeiros estão interessados em visitar e conhecer a Rússia - destacou o diretor-executivo do Comitê Organizador da Copa de 2018, Alexey Sorokin, no início do mês.

ARGENTINA X ISLÂNDIA ESGOTADO

Na terceira fase de vendas, boa parte dos ingressos tiveram a América Latina como destino. Metade do top 10 é composta por países latinos: Colômbia, Brasil, Peru, México e Argentina estão neste grupo. De acordo com a Fifa, duas partidas não têm mais ingressos disponíveis. Uma delas é a final da Copa, que acontecerá no dia 15 de julho. A outra é a estreia dos argentinos pelo Grupo D, no dia 16 de junho, contra a Islândia - equipe sensação da última Eurocopa, quando levou cerca de 30 mil pessoas (quase 10% de sua população) para a França, sede do torneio.

Os ingressos vendidos até a quarta fase serão entregues entre maio e abril aos torcedores. Depois da etapa atual de vendas, a Fifa ainda planeja abrir uma fase derradeira, entre 18 de abril e 15 de julho, que funcionará em ordem de chegada - até que os ingressos se esgotem, é claro. Na última edição do Mundial, foram colocados à venda para o público cerca de três milhões de bilhetes. Já para a Copa de 2018, segundo a Fifa, a carga total disponível é de 2,5 milhões.

- Não vemos muito sentido em comparar venda de ingressos entre diferentes Copas do Mundo, já que estamos falando de edições, mercados, processos de vendas e capacidade de estádios totalmente diferentes - afirmou um porta-voz da Fifa ao GLOBO. - A Fifa mostrou muito agrado com os índices de vendas na Copa de 2014, e também está satisfeita com a venda atual na Rússia.

Os preços dos ingressos para não-residentes na Rússia varia entre 1280 rublos (cerca de R$ 70), para jogos na fase de grupos, e 66 mil rublos, ou quase R$ 3,8 mil, para a final da Copa. Depois de adquirir um ingresso, os torcedores precisam se cadastrar no serviço "Fan ID", da Fifa, para solicitar uma espécie de credencial de torcida. O documento substituirá a necessidade de visto para estrangeiros que decidirem acompanhar a Copa, e servirá para garantir acesso às áreas de partidas, além de permitir uso gratuito do transporte público nas 11 cidades-sede do Mundial. O "Fan ID" pode ser solicitado no site https://www.fan-id.ru/


Leia mais: https://oglobo.globo.com/esportes/com-procura-inferior-copa-no-brasil-russia-retoma-venda-de-ingressos-22481258#ixzz5C7msKxZD 
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Red Bull pagará 70 milhões de euros pela propriedade do estádio de seu próprio time

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Fabricante de energéticos já era dona do time e dos naming rights da Red Bull Arena
Por Redação - São Paulo (SP) em 13 de Setembro de 2017 às 14:32

Red Bull finalmente conseguiu se tornar dona do estádio em que seu time, o RB Leipzig, manda seus jogos na Alemanha. A imprensa local estima que a fabricante de bebidas energéticas austríaca, que já era dona do time e dos naming rights do estádio (Red Bull Arena Leipzig), pagará 70 milhões de euros ao atual proprietário, Michael Kölmel. Oficialmente, os valores não foram divulgados.
A empresa precisou da intermediação da Câmara Municipal de Leipzig para concluir a negociação, que foi acertada no ano passado, mas ficou em sigilo por conta de uma obstrução na venda. A aprovação final só virá no próximo mês de outubro, depois que o time provar que não vai se mudar da cidade e continuará usando o estádio para mandar seus jogos. Se tudo correr como o esperado, a Red Bull terá os direitos de administração do estádio até 2040.
"O RB Leipzig é um golpe de sorte para o futebol em Leipzig. A mensagem mais importante para o povo de Leipzig é que o estádio permanece no coração da nossa cidade. Estou firmemente convencido de que nosso estádio é um exemplo do futuro, pois está bem ligado aos transportes públicos e é um lugar onde as pessoas se encontram", afirmou o prefeito da cidade, Burkhard Jung.
"A decisão de comprar o estádio tem um alto valor simbólico para os nossos fãs e para a nossa equipe, mas especialmente para muitas pessoas dentro e ao redor de Leipzig. Para nós, este é também um compromisso claro e duradouro", declarou Oliver Mintzlaff, CEO do RB Leipzig.
O próximo passo da Red Bull é aumentar a capacidade do estádio, que tem, em média, mais de 40 mil espectadores por jogo. "O estádio será modernizado e desenvolvido em diálogo com municípios e moradores locais. Uma das conversas será sobre a expansão da capacidade para 50 mil espectadores ", explicou o clube, em nota oficial.

Colaboração: Matheus Melgaço

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ingressos encalham e Copa das Confederações não empolga russos

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FÁBIO ALEIXO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE MOSCOU 17/05/2017 02h00

Teste para o Mundial de 2018, a Copa das Confederações serve como termômetro para a Fifa.

Enquanto comemora a situação dos estádios prontos a um mês da abertura, a entidade vê uma realidade fria e de quase indiferença dos russos em relação ao torneio que terá, além da seleção nacional, a campeã mundial Alemanha e Portugal, com Cristiano Ronaldo. 

São dois os grandes problemas: a baixa procura por ingressos e a falta de acordo com emissoras locais para transmissão das partidas. Se a competição começasse agora, não haveria difusão em televisão para a maioria dos 144,4 milhões de habitantes do país. 

Nem em locais públicos isso será possível, uma vez que na Copa das Confederações não haverá as tradicionais Fan Fests. O desencontro com as televisões afeta também transmissões por telefones celulares e pela internet. 

De acordo com a empresa Telesport, especializada na aquisição de direitos e que fez proposta conjunta das emissoras estatais Canal 1, VGTRK e Match TV, o valor cobrado pela Fifa é exorbitante. 

Peter Makarenko, chefe da empresa, disse que os direitos conjuntos para exibição da Copa das Confederações e da Copa custam US$ 120 milhões (R$ 374,5 milhões). 

Trata-se de um valor quase quatro vezes maior do que o pago há quatro anos para os eventos no Brasil. À época, foram cobrados US$ 32 milhões (R$ 100 milhões). "As negociações estão em andamento e atualizações serão dadas no tempo correto. Não temos mais comentários sobre o tema", afirmou um porta-voz da Fifa à Folha. 

Ao redor do mundo, a transmissão seja por telefone ou internet já está garantida em 134 territórios. No Brasil, a competição será exibida pela Globo, Band e SporTV. 

ENCALHE

No total, foram disponibilizados 696 mil tíquetes para a Copa das Confederações, mas até a última atualização oficial, em 3 de maio, só 300 mil haviam sido vendidos. A Fifa afirmou à Folha que o número tem crescido, já que os postos de venda fixa já foram abertos nas quatro sedes (Kazan, Moscou, São Petersburgo e Sochi) e a venda via internet não exige mais fila de espera.

Porém, novos números não foram fornecidos. Das 16 partidas do campeonato, a única para a qual já não é possível comprar ingresso é Rússia x Portugal, em 21 de junho, em Moscou. Para as outras 15 sobram entradas em todos os setores. Nem mesmo a abertura (Rússia x Nova Zelândia, em São Petersburgo) tem lotação máxima, bem como a final, que ocorrerá na mesma arena. 

Há quatro anos, no Brasil, o jogo de abertura entre a seleção e o Japão se esgotou em fevereiro. Os demais jogos do time nacional se esgotaram antes do início do evento. O preço pode ser uma explicação. À exceção da categoria 4, voltada a residentes russos e cujas entradas precisam ser pagas em rublos a um valor de 960 (R$ 53), na fase de grupos as demais categorias não saem por menos de US$ 70 (R$ 218).

"Queria ver Rússia x Portugal, mas me informaram que está esgotado. Estou pensando em ver Camarões x Chile aqui em Moscou, mas os ingressos estão muito caros. Deveriam ser mais baratos", disse o malaio Shurgan Surish, estudante de medicina.

Ele e o russo Venceslav Kostov foram duas pessoas das apenas oito que entraram no centro de venda de tíquetes de Moscou nos 40 minutos em que a reportagem esteve presente ao local. 

A divulgação também não é grande até o momento. Nos principais pontos turísticos, nos trens do metrô e nas vias de Moscou não há propagandas da competição. Nas proximidades da Praça Vermelha, um modesto relógio marca apenas o tempo que falta até a Copa do Mundo. 

Não há qualquer menção ao torneio que se aproxima. A maior ação promocional tem ocorrido aos fins de semanas, com a montagem de um parque temático em cada uma das quatro cidades-sede, com a presença de ex-campeões da Copa das Confederações e do troféu oficial da competição.

TESTE

Os quatro estádios que serão usados na Copa das Confederações já foram inaugurados e testados
O último a abrir as portas foi o de São Petersburgo, em 23 de abril. A ressalva foi o gramado, que estava longe das condições ideais para um jogo. Ele só será usado novamente na Copa das Confederações. A arena foi a que mais tempo levou para ser concluída. Foram dez anos entre o início, em 2007, e o fim das obras, em 2017. O estádio de Moscou (Arena Otkritie), inaugurado em 2014, tem recebido os jogos do Spartak Moscou, que na semana passada foi campeão russo.

A última partida no local antes da Copa das Confederações será realizada nesta quarta (17), entre o Spartak e o Terek Grozny. Em Sochi, o estádio projetado para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 foi usado em 28 de março no empate em 3 a 3 entre Rússia e Bélgica, que serviu oficialmente como teste para os organizadores. Foi usado também na final da Copa da Rússia em 2 de maio, que terminou com triunfo do Lokomotiv por 2 a 0 sobre o Ural. 

Apenas 24.500 pessoas estiveram presentes na arena para 47.659 espectadores. Já o estádio de Kazan foi aberta para a Universíade de 2013 e é casa do Rubin Kazan, time da cidade que disputa a primeira divisão. Assim como no Brasil, o estádio da abertura da Copa do Mundo não será usado na Copa das Confederações. Em 2013, o Itaquerão estava longe de estar concluído. 

Em Moscou, o Estádio Luzhniki passa por grande renovação para se adaptar às exigências da Fifa, a exemplo do que houve no Maracanã. A taça já passou por Moscou, Kazan e Sochi. No próximo final de semana estará em São Petersburgo, palco da abertura e da decisão.

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2017/05/1884650-ingressos-encalham-e-copa-das-confederacoes-nao-empolga-russos.shtml

segunda-feira, 11 de maio de 2015

CBF veta nome da Allianz em estádio, mas depois volta atrás

A decisão foi tomada para evitar que o nome da empresa aparecesse na transmissão da televisão. Durante a própria partida, porém, as coberturas foram arrancadas. Em nota divulgada em seu site no domingo, a entidade se justificou:
“A Confederação Brasileira de Futebol esclarece que o episódio ocorrido no sábado, na partida entre Palmeiras e Atlético Mineiro, em que o nome Allianz Parque chegou a ser coberto, ocorreu em virtude do excesso de zelo da empresa terceirizada encarregada dos procedimentos operacionais nos estádios. Vale ressaltar que o problema foi detectado e devidamente corrigido pela diretoria de marketing da CBF e não se repetirá nos jogos do Campeonato Brasileiro”, disse a entidade.
Curiosamente, o site da CBF chama o Allianz Parque de “Arena do Palmeiras” no título da notícia. A explicação da entidade ocorreu em virtude da repercussão do fato nas mídias sociais e especializada.
Ainda durante a partida, torcedores palmeirenses chegaram a intensificar nas redes sociais movimento de boicote à Globo, creditando à emissora a obrigação de cobrir o nome da Allianz. A Globo já não chama o estádio palmeirense pelo nome, o que faz com que o torcedor adote a sigla RGT nas redes sociais para se referir à emissora de televisão.
Ainda no sábado, o Palmeiras chegou a dizer que não tinha controle sobre o ocorrido, já que o veto partiria de CBF e Globo, que consideravam o nome da empresa de seguros uma propaganda ilegal durante a transmissão.
A Globo não se manifestou sobre o caso, tendo a CBF assumido a responsabilidade pelo veto.


Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/cbf-veta-nome-da-allianz-em-estadio-mas-depois-volta-atras_28292.html#ixzz3Zy99sxMV

domingo, 10 de maio de 2015

CBF culpa terceirizada por confusão no Allianz, autoriza nome no estádio e vai criar regulamento

GAZETA PRESS
Faixa cobriu a palavra
Faixa cobriu a palavra Allianz, nome da empresa que dá nome ao estádio do Palmeiras 
A CBF diz que a confusão no Allianz Parque, neste sábado, no primeiro jogo do Campeonato Brasileiro, foi de responsabilidade de uma terceirizada por ela contratada para cuidar da operação dos jogos. De acordo com a diretoria, a dona dos naming rightsdo estádio do Palmeiras está autorizada a manter o nome nos mesmos lugares, como está atualmente.
A entidade se manifestou ainda neste domingo sobre o assunto para explicar o ocorrido (veja no fim do texto). O imbróglio acabou ofuscando a cerimônia de abertura preparada para o duelo.
Antes do início do jogo, faixas brancas foram colocadas em cima do nome da patrocinadora do alviverde, em alguns lugares da arena. Momentos depois, no entanto, elas foram retiradas, deixando a marca visível novamente. Uma funcionária tentava explicar aos torcedores que era uma reivindicação da Globo e que o time poderia até perder pontos caso a deliberação não fosse cumprida.
A diretoria da entidade máxima do futebol brasileiro ainda não identificou quem foi que fez a recomendação para tampar o "Allianz".
A CBF vai criar um regulamento geral de Marketing para divulgar as regras e fazer com que elas sejam implementadas. A iniciativa, no entanto, não tem a ver com o ocorrido nesta primeira rodada.
Há duas semanas, houve uma reunião de organização do Brasileiro, com dirigentes de vários times, na qual a confederação falou sobre o tema e anunciou a elaboração do documento.
Além de resolver problemas como esse do estádio do Palmeiras, neste domingo, a ideia da diretoria é de explicar aos clubes o que eles podem ou não comercializar. Um exemplo, usado no dia do encontro, foi em relação ao uniforme do gandula. Quem, afinal, pode vender a propriedade, se quiser? Essas e outras questões serão colocadas no regulamento.

Leia o comunicado da CBF:

A Confederação Brasileira de Futebol esclarece que o episódio ocorrido no sábado, na partida entre Palmeiras e Atlético Mineiro, em que o nome Allianz Parque chegou a ser coberto, ocorreu em virtude do excesso de zelo da empresa terceirizada encarregada dos procedimentos operacionais nos estádios.

Vale ressaltar que o problema foi detectado e devidamente corrigido pela diretoria de Marketing da CBF e não se repetirá nos jogos do Campeonato Brasileiro.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Fifa fatura R$ 16 bilhões com a Copa no Brasil

http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fifa-fatura-r-16-bilhoes-com-a-disputa-da-copa-do-mundo-no-brasil,1653669http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fifa-fatura-r-16-bilhoes-com-a-disputa-da-copa-do-mundo-no-brasil,1653669http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fifa-fatura-r-16-bilhoes-com-a-disputa-da-copa-do-mundo-no-brasil,1653669http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fifa-fatura-r-16-bilhoes-com-a-disputa-da-copa-do-mundo-no-brasil,1653669O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fifa-fatura-r-16-bilhoes-com-a-disputa-da-copa-do-mundo-no-brasil,1653669O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:


JAMIL CHADE
O ESTADO DE S. PAULO

Entidade lucra enquanto País fica com ônus de estádios deficitários

Na Fifa, lucros recordes. No Brasil, estádios deficitários, fechados e até afetados pela Operação Lava Jato.

A Copa do Mundo de 2014 garantiu para a Fifa o maior resultado financeiro de sua história e milhões acima até mesmo do que a entidade previa. O Estado obteve com exclusividade o balanço comercial mantido em sigilo pela entidade que será revelado amanhã e aponta que o Mundial rendeu à Fifa perto de US$ 5 bilhões (R$ 16 bilhões). 

Diante do recorde, jamais a entidade acumulou uma fortuna como a que hoje dispõe. Entre 2010 e 2014, enquanto o mundo pena para sair de sua pior crise financeira em 70 anos, a Fifa segue um caminho radicalmente diferente graças aos contratos no Brasil. 

Apenas no ano de 2014, a renda foi de quase US$ 2 bilhões, um recorde absoluto com contratos comerciais, vendas de ingressos e direitos de televisão. Nenhum outro evento jamais se comparou aos ingressos gerados pelo Brasil, e sem a cobrança de impostos. Para a Copa de 2010, na África do Sul, a renda chegou a US$ 4,1 bilhões. 

No ano de renda máxima na história da entidade, em 2006, os ingressos chegaram a US$ 249 milhões. Agora, os valores apontam para um salto de dez vezes. A entidade argumenta que deixou parte dessa renda ao Brasil, com um pacote de US$ 100 milhões para o desenvolvimento do futebol no País. 

O que a Fifa não diz é que o volume é equivalente ao que paga, por ano, em salários a seus próprios cartolas.

BURACO

Se a Fifa nada em dinheiro hoje, a situação dos estádios brasileiros nem sempre acompanha esses benefícios. Pelo menos seis dos 12 estádios da Copa estão com sérias dificuldades para se financiar.

Na Fonte Nova, em Salvador, o problema é o impacto dos escândalos de corrupção no Brasil e a Operação Lava Jato. A OAS, empresa que administra o estádio, teve suas ações bloqueadas pela Justiça e pode ser obrigada a se desfazer do investimento na arena. 

Em Manaus, os times amazonenses têm evitado usar o estádio diante dos custos para os jogos do estadual. A Arena Amazônia, que custou R$ 670 milhões, precisa de R$ 700 mil por mês em manutenção. Mas, entre o final da Copa e fevereiro deste ano, o estádio recebeu apenas sete partidas e o prejuízo supera a marca de R$ 2 milhões. Em média, o campeonato amazonense de futebol de 2015 tem recebido um público pagante de 659 pessoas por jogo. 

Em Brasília, a falta de jogos no estádio Mané Garrincha levou o governo do DF a levar parte de sua burocracia para ocupar o local. Hoje, seu buraco é de mais de R$ 5 milhões. Em Natal, o ABC rompeu nesta semana um acordo com o consórcio que administra a Arenas das Dunas. Um contrato previa que os clássicos do estado fossem realizados no estádio. Mas, no início do mês, a partida entre ABC e América foi disputado no Frasqueirão. O América manteve seus jogos na Arena. Mas, em sete partidas, acumulou uma média de meros 3,5 mil pagantes por jogo – 10% da capacidade do estádio. 

O Maracanã ainda luta para operar com lucros. Para que uma partida represente um benefício para os administradores, o estádio precisa contar com pelo menos 30 mil torcedores.

No atual campeonato estadual, a média de público não passa de 3,6 mil por jogo. No caso do Flamengo, a média é de 16 mil. 

Em janeiro, a Arena Pantanal foi obrigada a fechar suas portas para uma reforma “urgente”. Isso tudo apenas sete meses depois da Copa. 

NÚMEROS

US$ 5 bilhões a Fifa faturou com a Copa do Mundo no Brasil, um recorde histórico
US$ 4,1 bilhões rendeu a Copa de 2010 na África do Sul aos cofres da entidade
US$ 249 milhões ingressaram na Fifa com a organização da Copa de 2006 na Alemanha

http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fifa-fatura-r-16-bilhoes-com-a-disputa-da-copa-do-mundo-no-brasil,1653669

quarta-feira, 18 de março de 2015

Allianz palmeirense gera ciúmes em coirmã alemã





Camila Mattoso e Marcus Alves, do ESPN.com.br


GABRIELA BATISTA/DIVULGAÇÃO/WTORRE
Allianz Parque Palmeiras Sport Campeonato Brasileiro 19/11/2014
Allianz Parque no dia de sua inauguração
O sucesso do Allianz Parque tem gerado ciúmes na coirmã Allianz Arena, da Alemanha. Com números altos de público e renda, além dos eventos importantes ali marcados, o estádio brasileiro tem roubado a cena e vem chamando mais a atenção da seguradora, dona dos direitos de nome de ambos os lugares. O show do Paul McCartney foi o mais impactante até agora.
Até o meio do ano passado, as relações entre os envolvidos com as operações palmeirenses eram ótimas com os alemães. Depois, a partir dos últimos meses de 2014, a situação já era diferente, com muito menos contato e poucas conversas.
Segundo informações obtidas quando o ex-Beatle fechou o contrato para passar com sua turnê em São Paulo, os executivos do país campeão da Copa do Mundo chegaram a não acreditar.
Em pouco tempo, a arena palmeirense virou o centro, quase um xodó, enquanto antes só se falava da casa do Bayern de Munique.
Os números de público e renda também foram impactantes. A receita do primeiro jogo, contra o Sport, de R$ 4,9 milhões, uma das dez maiores da história do futebol brasileiro, e a maior no futebol paulista, também foi destacada algumas vezes.
Em outubro do ano passado, em Nice, em uma convenção com todos os estádios da Allianz (do Brasil, da Austrália, da Inglaterra, da Alemanha e da França), uma outra situação causou claro desconforto.
O assunto era a necessidade da colocação de internet aberta ao público em todas as praças da seguradora. Os representantes do palco palmeirense pediram a palavra: "o nosso já está funcionando" - ainda que, é bom lembrar, nem sempre funcione, dependendo do número de pessoas lá dentro.
No início deste ano, com quase 34 mil votos, o palmeirense foi eleito o estádio do ano, em uma votação aberta realizada pela Stadium DB, site especializado no assunto, superando as arenas que estiveram na Copa do Mundo em 20114.
O vice-campeão foi o San Mamés, que fica na Espanha, com mais de 27 mil votos. A Arena Corinthians, a Arena da Baixada e a Arena das Dunas também concorreram.
Na votação organizada entre os especialistas do site, o vencedor foi Hazza Bin Zayed Stadium, que fica nos Emirados Árabes Unidos. O vice-campeão dessa parte é brasileiro: a Arena da Amazônia.
Depois de Paul, nenhum outro show aconteceu até agora na casa palestrina. Há sete datas reservadas para o segundo semestre de 2015. Em abril, Roberto Carlos vai fazer com sua turnê por lá, a primeira passagem de um cantor nacional.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

As construtoras brasileiras sabem operar arenas esportivas ?

Revista Exame

Sim eu sei. A operação das novas arenas brasileiras é recente. Mas assusta a quantidade de erros, e o grau de experimentação.
Outro ponto comum é a insatisfação de quase todos os clubes utilizadores.   Tenho lido alguns colegas referirem-se ao fato das partes possuirem objetivos distintos. Não creio.
Um consórcio construtor investe em uma arena esportiva para ganhar dinheiro. Um clube constroi uma, ou se associa a quem possa construí-la, igualmente para alavancar suas receitas, ou seja, ganhar dinheiro. Então o objetivo principal é comum. Discordantes podem ser as estratégias utilizadas pelo operador face à determinadas expectativas do utilizador, mas os objetivos são os mesmos, caso contrário, entreguemos o caso aos psicanalistas.
O Cruzeiro tem reclamado dos preços na parte central, e do contrato com a Minas Arena. A organização também tem sofrido críticas (mas ainda ???), e até hino do Atlético andaram tocando. O consórcio operador do Maracanã sofre críticas em relação à precificação, à venda de ingressos (e incompatibilidade com os programas de sócios), aos preços dos produtos vendidos nos bares, da ausência de rede wi fi (importante para viabilizar novas tecnologias com apelo comercial),  e até a certas ações internas “aculturadas” que não tem agradado aos usuários.   
Já o Grêmio tem reclamado das cláusulas do contrato com a OAS ( já até conseguiu modificá-lo), e recentemente também da estratégia de precificação adotada. A alegação é de que a arena não está enchendo. De fato, em 13 jogos do Brasileiro como mandante, o clube possui média de 22 mil pagantes (que não fica distante de médias históricas, mas “baixa” perante as expectativas depositadas no novo equipamento). O ticket médio está em R$ 37, que se não é “baratinho” está longe de ser uma “fortuna”. Mas o dado que me chama a atenção, e por isso seria interessante uma reflexão do clube, é que desses 22 mil pagantes em média, 65% (2/3), cerca de 14 mil, são sócios, e pagam R$ 20 (que é “barato”).  Ora, mas se o Grêmio possui mais de 70 mil sócios torcedores, por que o clube consegue atrair apenas 14 mil por jogo (pagando R$ 20 !!!) ? Será que o problema é só o preço ? É óbvio que não.  Fica claro que o espetáculo não está conseguindo atrair o torcedor, especialmente o sócio torcedor, a ponto de tirá-lo do sofá.
Porém de uma forma geral, verificando a diversidade de assuntos reclamados, fica evidente que as construtoras possuem pouquíssimos profissionais com experiência nesse assunto. Que estão fazendo dessas arenas, pelo menos nesses primeiros meses de operação, um grande laboratório, usando estratégias equivocadas de tentativa e êrro em demasia, e os clubes estão sendo as cobaias. Em suma, estão colocando Boeings nas mãos de quem só pilotou ultra-leve, ou nem isso.
Construir e, principalmente, tornar um shopping center lucrativo, é uma coisa. Operar e ganhar dinheiro com uma arena esportiva é outra bem diferente, até porque os consumidores são totalmente distintos (apesar de, em tese, serem ambos “projetos imobiliários”). E quem é do ramo, e conhece o comportamento de um torcedor apaixonado, sabe do que estou falando.
PS: A despeito de muitas mensagens recebidas por mail, informo que os R$ 20 citados, são aqueles “contabilizados” no borderô, não significando que seja esse o valor pago de fato pelos sócios-torcedores em seus planos de origem.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Allianz fecha naming rights do novo estádio do Palmeiras

A WTorre e a AEG confirmaram hoje a venda do naming rights da Arena Palestra para a seguradora alemã Allianz.
Os detalhes do acordo não foram oficialmente divulgados, mas especula-se que a empresa terá os direitos de nomear o estádio pelos próximos vinte anos, pagando um total de R$ 300 milhões. Vale lembrar que recentemente a Itaipava fechou esta mesma propriedade com a Fonte Nova.
Além de dar nome a futura casa alviverde, a Allianz possui naming rights do estádio do Bayern de Munique (Allianz Arena), Sydney FC (Allianz Stadium), OGC Nice (Allianz Riviera) e o Allianz Park, um campo de rugby localizado em Londres.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cashless - A revolução da fidelização

ArenaPlan Consultoria Tecnológica e Financeira de Areas Esportivas


O futuro dos meios de pagamento
Foto do serviço no estádio do Shakhtar DonetskO futuro das novas e velhas arenas, dos clubes de futebol, de vôlei ou basquete e até dos pagamentos em shoppings e escolas passará por aqui. É impressionante como o Brasil só dá um passo a frente depois que o mundo inteiro passa a adotar uma nova tecnologia. Uma delas é a solução deCashless, no Brasil chamada de “meio de pagamento”.  Cashless é a forma de receber pagamentos sem dinheiro vivo, seja por uso de cartões de fidelização com apoio da internet ou por meio de celulares, ou até mesmo com cartões com código de barras.


Foto do atendente recebendo pagamento dos clientes
no estádio do Shakhtar Donetsk 

 

Os tipos de consumo diferentes

Existem dezenas de maneiras diferentes de trabalhar o Cashless. O objetivo princip
al é oferecer comodidade aos clientes e diminuir as filas, acelerando o tempo de pagamento e claro, agregar serviços à fidelização. Talvez este último já tenha virado uma lenda na indústria do marketing esportivo no Brasil. Principalmente quando falamos de clubes de futebol. Os clubes até hoje tentam vender planos de fidelidade, ou melhor, planos sócio-torcedor que agregam apenas o benefício de oferecer descontos nos ingressos. Um serviço que é limitado, que fica sujeito às boas performances do time em campo, e ainda existem planos que nem isso oferecem. O ideal é oferecer mais benefícios e vantagens aos clientes. Afinal pode ser interessante ser associado mesmo não indo frequentemente ao local dos jogos e, ainda assim, utilizar o sistema para realizar pagamentos no shopping que poderia estar ao lado do estádio, participar de sorteios de brindes, ganhar pontos pelo consumo, ganhar ingressos grátis e descontos em uma linha diversa de produtos, seja no local da partida ou em qualquer loja que esteja agregada ao projeto, estando no local ou distante dele. O importante aqui também é surpreender os clientes e fazê-los pensar que ser associado não é para apenas ter uma cadeira no estádio ou ajudar seu clube do coração, mas ter serviços diferenciados.

Do consumo à segmentação
O serviço de Cashless já chegou no Brasil há alguns anos, mas de forma disfarçada e tímida nas escolas, seja por uso de cartões com código de barras ou uso de cartões magnéticos, eles oferecem a possibilidade de fazer o carregamento de valores até pela internet. Desta maneira pode-se oferecer um benefício e comodidade aos pais que dão a seus filhos um cartão pré-pago para eles utilizarem nas cantinas das escolas. O segundo benefício oferecido foi acompanhar o consumo dos filhos pela internet. Porém trabalhar os dados de consumo gerados ainda hoje é uma realidade bem distante. No sistema de Cashless tradicional o objetivo é carregar os valores que vai consumir em um jogo ou entretenimento e poder ter filas mais rápidas para pagamento, pois o mecanismo não precisa de senhas. Em geral basta encostar o cartão em um terminal PDV que reconhece o cliente e o seu saldo, realizando o pagamento automaticamente. Este simples processo poderia ser utilizado em qualquer loja, cantina ou restaurante, seja em casas noturnas, escolas, shoppings, ginásios esportivos ou estádios. O mais interessante para o gestor é a possibilidade de trabalhar os dados de consumo, e depois segmentar o público em perfis de marketing diferentes, utilizado depois para campanhas pela internet ou mensagens SMS. Outro benefício imediato é o aumento do consumo nos bares. Filas menores geram mais consumo. Na Alemanha houve mais de 10% de crescimento de receitas após a implantação do serviço.

O CASHLESS no mundo

Cada país no exterior tem sua modalidade diferente de Cashlessmais utilizada. Nos EUA ainda é muito comum usar um cartão com código de barras para pagar seu consumo em parques, ginásios de basquete ou arenas de futebol americano. Na Europa, eles utilizam mais cartões de proximidade, o conhecido RFID Myfare, com carregamento pela internet, utilizando máquinas caras para carregamento e consulta de saldo dentro do local, semelhantes aos do metrô de São Paulo. Praticamente todos os estádios da primeira e segunda divisão da Alemanha já possuem o sistema. Na Inglaterra estão caminhando nessa direção. No Japão os celulares avançados são a estrela, e eles os utilizam até para pagamento do metrô. No Brasil nenhum estádio ainda usa solução Cashless, nem os novos estádios da copa do mundo. É terrível fazer parte de um país de terceiro mundo. Eu digo isso porque a Arenaplan lançou este mesmo sistema, dispensando as máquinas caras para carregamento e consulta dentro dos estádios, com a tecnologia mais inovadora do mundo, baseado em plataforma Mobile, com PDV´s portáteis para atendimento móvel até nas arquibancadas ou restaurantes e, mesmo assim, ainda precisamos ensinar para nossos clientes o que significa a palavra "Cashless". 

O segredo é o conteúdo e bons serviços

Em um país onde se agridem e remuneram mal os professores é difícil querer investir em inovações. Nos EUA e Japão a cultura do "chegar primeiro" é parte do objetivo dos vencedores. No Brasil, mesmo se conhecendo os benefícios, as vantagens e os baixos custos do processo, eles ainda cobram cases de sucesso em um país que nunca gostou de modernidade. Onde arrumar os cases de sucesso? Quem será o primeiro a implantá-lo? No primeiro mundo isso seria uma grande oportunidade. Chegar primeiro é uma bênção dos Deuses. Outro detalhe importante. O hábito de tratar as informações e segmentar os clientes deveria ser obrigatório. Ainda mais em um mercado de entretenimento, como é o futebol. O brasileiro ainda não entendeu que o novo consumidor quer conteúdo. Se você leva para ele serviços diferenciados, usando seu próprio celular, ele poderia ter acesso à programação e dados das partidas, antes, durante e depois do evento. Surpreendê-los com mensagens de brindes para pegar na loja do clube no local, logo após a vitória do seu clube aumentaria sua experiência esportiva. Ações como esta podem transformar um torcedor esporádico em um ávido consumidor de produtos do clube e com presença assídua. Foi assim que a Alemanha atingiu índices de quase 100% de ocupação dos estádios. Interatividade e conteúdo é o segredo do futuro para o esporte. Os gestores poderão comercializar campanhas de marketing personalizadas, baseadas no perfil de consumo do consumidor e ampliar suas receitas. Ninguém colocou isso nos planos de negócio das novas arenas. Os consumidores por si ampliarão sua presença e vão querer cada vez mais serviços. E tudo isso pode começar levando um simples serviço de pagamento fácil para o seu celular. 

Por Márdel Cardoso é diretor da Arenaplan Consultoria. Gerente de projetos, bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG, MIT-Master Information Tecnology pela Fiap-SP, Gestão de Arenas pela Trevisan e Marketing Esportivo pela Uniara. Especialista em estudo de viabilidade financeira de arenas. Professor em Gestão de Projetos e Empreendedorismo pela Uninove de São Paulo. Autor de 2 livros. 


Email:  mardel@arenaplan.com.br 
Twitter: @arenaplanFacebook: http://www.facebook.com.br/arenaplanconsultoria

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O estádio do Corinthians vai se chamar Emirates Arena ou Arena Emirates

Companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos assinará contrato em breve no valor de R$ 450 milhões

05 de setembro de 2013 | 15h 14

Almir Leite - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Emirates Arena ou Arena Emirates. Assim vai se chamar a Arena Corinthians, em Itaquera, pelos próximos 20 anos. Em troca, a companhia áerea com sede nos Emirados Árabes Unidos vai depositar nos cofres do clube do Parque São Jorge a quantia de R$ 450 milhões. Isso equivale a uma renda anual para o Corinthians de R$ 22,5 milhões.

O contrato ainda não foi assinado. E depende de um sim dos comandantes da empresa dos Emirados Árabes Unidos. A diretoria do Corinthians já demonstrou estar satisfeita com os números apresentados. A decisão está nas mãos dos xeques, que comandam a empresa. Poucos acreditam que o negócio não seja assinado. A informação que o Estado apurou é o contrato vai ser assinado, de modo que a Emirates dará seu nome ao estádio corintiano na zona leste de São Paulo, e terá outras ações dentro do complexo esportivo.
Ocorre que a Emirates, mesmo assinando o contrato para batizar o Estádio do Corinthians, terá de dividir a marca com outras empresas para outras atividades. A única exigência é que as empresas concorrentes ou parceiros dentro do Estádio do Corinthians não sejam do mesmo ramo de atividade, como companhias aéreas. Os camarotes VIP do Itaquerão, que têm capacidade para até 300 pessoas, por exemplo, serão negociados de maneira independente.
O valor fechado com a Emirates é pelo menos R$ 50 milhões a mais do que o próprio Corinthians calculava receber quando começou a estudar a possbilidade de uma empresa dar seu nome para o estádio. Isso tem a ver com a concorrência. Ambev e Zurich Seguros também estavam no páreo, de acordo com informações do mercado.
A Emirates está desenvolvendo uma política agressiva de marketing no Brasil não só por ter uma linha entre São Paulo e Abu Dhabi, mas porque tem planos ambiciosos no País num curto espaço de tempo. Pesou ainda na opção pela empresa árabe, além do dinheiro oferecido, claro, sua experiência na área. A Emirates tem acordo de sucesso com o Arsenal, na Inglaterra, time da primeira divisão daquele país. E no ano passado, ela fechou acordo com a prefeitura de Glasgow pelos naming rights de um complexo esportivo na cidade, cujo carro chefe é um ginásio.
Os R$ 450 milhões por 20 anos de parceria são considerados por analistas nesse incipiente mercado brasileiro um negócio e tanto. O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, sempre esteve à frente desse assunto. O dirigente prometeu fazer um negócio da China com os direitos do nome da nova arena corintiana.