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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Flamengo e Corinthians seguem na liderança de torcidas

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OPINIÃO PÚBLICA - 

Apoiadas por 18% e 14%, respectivamente, Flamengo e Corinthians têm as maiores torcidas do Brasil, empatadas no limite da margem de erro do levantamento, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos quando considerado o total da amostra. O resultado é idêntico ao registrado no último levantamento sobre o tema, em junho de 2014.
Também não houve variação fora da margem de erro nas demais torcidas que aparecem na pesquisa: São Paulo (8%) e Palmeiras (6%) também repetem seu desempenho de 2014, e na sequência aparecem Vasco (4%, ante 5% em 2014), Cruzeiro (4%, ante 3% em 2014), Grêmio (3%, ante 4% em 2014), Santos (3%, igual ao levantamento anterior), Internacional-RS (3%, também igual a 2014), Atlético Mineiro (3%, igual a 2014), Botafogo-RJ (1%, ante 2% em 2017), Fluminense (1%, ante 2% em 2017), Bahia (1%, igual a 2015) e Vitória-BA (1%, também igual a 2014), entre outros que não atingiram 1%. A fatia de quem declara não ter time é de 22%.

Na fatia dos mais jovens, o percentual sem time cai para 13%, e o Flamengo vai a 24%, ante 17% de corintianos e 11% de são-paulinos. Na região Norte, o percentual de flamenguistas atinge 37%, superando em larga medida a torcida pelo Corinthians, que fica com 8%. No Nordeste, o Flamengo (23%) também supera o Corinthians (9%), enquanto no Sudeste os dois empatam tecnicamente, com vantagem numérica para o time paulista (19% a 14%). Na região Sul, Grêmio (20%) e Internacional (18%), e na sequência aparece o Corinthians (12%).

CRESCE DESINTERESSE POR FUTEBOL

Um em cada quatro brasileiros (26%) com 16 anos ou mais tem grande interesse por futebol, e uma parte significativa, de 41%, não tem nenhum interesse por futebol. Há ainda aqueles que têm interesse médio pelo esporte (23%), e uma parcela de 9% que tem pequeno interesse.

A comparação com pesquisa sobre o mesmo tema realizada pelo Datafolha em 2010 mostra que, neste intervalo, cresceu o desinteresse por futebol (de 31% para 41%), e caiu o percentual dos que têm grande interesse (de 32% para 26%). A parcela com médio interesse variou dentro da margem de erro (era de 22%), e o percentual com pequeno interesse também caiu (era de 16%).
 
Entre os homens, 42% tem muito interesse pelo futebol, ante 12% entre as mulheres. O desinteresse total pelo futebol atinge 56% entre as mulheres, enquanto entre os homens fica em 24%. Na parcela de brasileiros que estudou até o ensino fundamental, o desinteresse pelo futebol é mais alto (48%) do que entre aqueles que estudaram até o ensino médio (38%) ou superior (35%).

A Copa do Mundo da Rússia desperta interesse similar entre os brasileiros: 24% têm grande interesse, 23%, médio interesse, 9%, pequeno interesse, e 42% não tem interesse no evento. Também é mais alto o grau de grande interesse entre homens (35%) do que entre as mulheres (15%), e o contrário ocorre com o desinteresse pelo evento (54% entre as mulheres, 30% entre os homens).

O percentual de brasileiros que pratica futebol é de 20%, sendo que 12% praticam uma vez por semana ou mais, os mais assíduos, e 5%, uma vez por mês ou menos. Entre os homens, 38% jogam futebol (24% uma vez ou mais por semana), ante somente 4% entre as mulheres. Os mais jovens, na faixa de 16 a 24 anos, são os maiores praticantes (41%, ante 28% na faixa seguinte, de 25 a 34 anos). Também há diferença no grau de escolaridade: entre os menos escolarizados, 13% jogam futebol, ante 24% entre os mais escolarizados. A análise por renda mostra que na fatia de renda familiar mais baixa, com ganho de até 2 salários, o percentual de praticantes de futebol é mais baixo (16%) dos que nas faixas de renda mais alta (entre quem tem renda familiar de 5 a 10 salários, por exemplo, 29% jogam).

Também é de 20% o percentual de brasileiros que costumam ver partidas de futebol no estádio, sendo que metade (10%) vai a estádios pelo menos uma vez por mês, e 4%, uma vez por ano. Entre os homens, 29% costumam ir a estádios (16% vão pelo menos uma vez por mês), índice que cai para 12% entre as mulheres.

47% ACREDITAM QUE BRASIL SERÁ CAMPEÃO NA RÚSSIA

O desempenho do técnico Tite à frente da seleção brasileira é aprovado por 62% dos brasileiros, que consideram seu trabalho ótimo ou bom, e reprovado por 3%, que o consideram ruim ou péssimo. Os demais avaliam o trabalho do técnico regular (15%) ou preferiram não opinar (20%). Entre os corintianos, a aprovação a Tite alcança 80%, e também fica acima da média entre são-paulinos (79%).

Pesquisa realizada em junho de 2014, antes da Copa do Mundo no Brasil, mostrava o técnico Luiz Felipe Scolari com aprovação de 68%, e os demais consideram seu trabalho regular (14%) ou desaprovavam (2%), além de 16% que não tinham opinião.
Consultados sobre quem é o favorito para vencer a Copa do Mundo da Rússia, 47% apontaram o Brasil, e na sequência aparecem Alemanha (9%), Argentina (2%), Rússia (1%), Espanha (1%) e França (1%), entre outros menos citados. Uma parcela de 37% não citou nenhuma seleção (24% entre os homens, e 49% entre as mulheres).
Em 2014, em junho, o Brasil era apontado como favorito por 68%, e a Alemanha, por 5%. Na sequência apareciam Espanha (3%), Argentina (3%) e Itália (1%), e 18% preferiam não opinar.

Um em cada três brasileiros (32%) cita espontaneamente Neymar como o melhor jogador do mundo atualmente. O português Cristiano Ronaldo, de Portugal, foi citado por 24%, e 14% mencionaram Leonel Messi, da Argentina. Os demais jogadores não atingiram 1%, e 24% não citaram nenhum nome. Na parcela dos homens, Cristiano Ronaldo (33%) e Neymar (29%) empatam, e Messi fica em patamar próximo (21%). Entre os mais jovens, 31% apontam o jogador português, e 32%, o brasileiro.

Quando questionados sobre o melhor jogador brasileiro, 59% citaram espontaneamente Neymar. Além dele aparecem Gabriel Jesus (1%), Philipe Coutinho (1%) e outros com menos de 1%. Uma fatia de 29% não mencionou nenhum jogador.

http://datafolha.folha.uol.com.br/opiniaopublica/2018/04/1964748-flamengo-e-corinthians-seguem-na-lideranca-de-torcidas.shtml

segunda-feira, 12 de março de 2018

Com procura inferior à Copa no Brasil, Rússia retoma venda de ingressos

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Fifa registrou 8,4 milhões de pedidos por bilhetes até o momento

por 



MOSCOU - A Copa do Mundo de 2018 ainda tenta alcançar o apelo da edição realizada no Brasil há quatro anos. Até agora, a Fifa registrou 8,4 milhões de pedidos de ingressos para o Mundial da Rússia - contra cerca de 9,7 milhões de solicitações até a mesma etapa de vendas na última Copa. A venda de ingressos para o Mundial de 2018 será retomada nesta terça-feira.

Esta próxima fase de vendas será a quarta, com início marcado para 13 de março, e pode se estender até 3 de abril. Nela, os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada aos torcedores através do site www.fifa.com/tickets.
Na primeira etapa, entre setembro e outubro de 2017, a Fifa distribuiu aleatoriamente os ingressos entre o total de solicitantes. O procedimento se repetiu na abertura da terceira fase, que foi de dezembro a janeiro. Entre esses dois momentos, os torcedores já tiveram uma janela de compra que seguia o critério da ordem de chegada, em novembro do ano passado.

Considerando as três fases de venda de ingressos, até agora pouco mais de 1,3 milhão de bilhetes foram alocados - isto é, efetivamente vendidos depois da solicitação. No caso do Brasil, que seguiu cronograma similar ao da Rússia, o número de vendas até esta etapa já beirava 1,6 milhão de ingressos, segundo dados divulgados pela Fifa à época.

Do total de ingressos vendidos para o Mundial da Rússia, cerca de 545 mil - ou 42% do total - tiveram como destino o próprio país-sede. Na Copa de 2014, por outro lado, cerca de 60% dos bilhetes comercializados até a terceira fase foram destinados a brasileiros.

- É importante destacar que há muitos pedidos de outros países, inclusive de alguns cujas seleções sequer se classificaram para a Copa, como Holanda e China. Isso mostra que muitos estrangeiros estão interessados em visitar e conhecer a Rússia - destacou o diretor-executivo do Comitê Organizador da Copa de 2018, Alexey Sorokin, no início do mês.

ARGENTINA X ISLÂNDIA ESGOTADO

Na terceira fase de vendas, boa parte dos ingressos tiveram a América Latina como destino. Metade do top 10 é composta por países latinos: Colômbia, Brasil, Peru, México e Argentina estão neste grupo. De acordo com a Fifa, duas partidas não têm mais ingressos disponíveis. Uma delas é a final da Copa, que acontecerá no dia 15 de julho. A outra é a estreia dos argentinos pelo Grupo D, no dia 16 de junho, contra a Islândia - equipe sensação da última Eurocopa, quando levou cerca de 30 mil pessoas (quase 10% de sua população) para a França, sede do torneio.

Os ingressos vendidos até a quarta fase serão entregues entre maio e abril aos torcedores. Depois da etapa atual de vendas, a Fifa ainda planeja abrir uma fase derradeira, entre 18 de abril e 15 de julho, que funcionará em ordem de chegada - até que os ingressos se esgotem, é claro. Na última edição do Mundial, foram colocados à venda para o público cerca de três milhões de bilhetes. Já para a Copa de 2018, segundo a Fifa, a carga total disponível é de 2,5 milhões.

- Não vemos muito sentido em comparar venda de ingressos entre diferentes Copas do Mundo, já que estamos falando de edições, mercados, processos de vendas e capacidade de estádios totalmente diferentes - afirmou um porta-voz da Fifa ao GLOBO. - A Fifa mostrou muito agrado com os índices de vendas na Copa de 2014, e também está satisfeita com a venda atual na Rússia.

Os preços dos ingressos para não-residentes na Rússia varia entre 1280 rublos (cerca de R$ 70), para jogos na fase de grupos, e 66 mil rublos, ou quase R$ 3,8 mil, para a final da Copa. Depois de adquirir um ingresso, os torcedores precisam se cadastrar no serviço "Fan ID", da Fifa, para solicitar uma espécie de credencial de torcida. O documento substituirá a necessidade de visto para estrangeiros que decidirem acompanhar a Copa, e servirá para garantir acesso às áreas de partidas, além de permitir uso gratuito do transporte público nas 11 cidades-sede do Mundial. O "Fan ID" pode ser solicitado no site https://www.fan-id.ru/


Leia mais: https://oglobo.globo.com/esportes/com-procura-inferior-copa-no-brasil-russia-retoma-venda-de-ingressos-22481258#ixzz5C7msKxZD 
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Com ativações, marcas dão pontapé inicial para Copa da Rússia

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Adidas, Budweiser, Coca-Cola, Hyundai, McDonald’s e Visa investem em campanhas, promoções e produtos para potencializar negócios e estreitar relação com o público


https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2018/02/07/com-ativacoes-marcas-dao-pontape-inicial-para-copa-da-russia.html

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ingressos encalham e Copa das Confederações não empolga russos

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FÁBIO ALEIXO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE MOSCOU 17/05/2017 02h00

Teste para o Mundial de 2018, a Copa das Confederações serve como termômetro para a Fifa.

Enquanto comemora a situação dos estádios prontos a um mês da abertura, a entidade vê uma realidade fria e de quase indiferença dos russos em relação ao torneio que terá, além da seleção nacional, a campeã mundial Alemanha e Portugal, com Cristiano Ronaldo. 

São dois os grandes problemas: a baixa procura por ingressos e a falta de acordo com emissoras locais para transmissão das partidas. Se a competição começasse agora, não haveria difusão em televisão para a maioria dos 144,4 milhões de habitantes do país. 

Nem em locais públicos isso será possível, uma vez que na Copa das Confederações não haverá as tradicionais Fan Fests. O desencontro com as televisões afeta também transmissões por telefones celulares e pela internet. 

De acordo com a empresa Telesport, especializada na aquisição de direitos e que fez proposta conjunta das emissoras estatais Canal 1, VGTRK e Match TV, o valor cobrado pela Fifa é exorbitante. 

Peter Makarenko, chefe da empresa, disse que os direitos conjuntos para exibição da Copa das Confederações e da Copa custam US$ 120 milhões (R$ 374,5 milhões). 

Trata-se de um valor quase quatro vezes maior do que o pago há quatro anos para os eventos no Brasil. À época, foram cobrados US$ 32 milhões (R$ 100 milhões). "As negociações estão em andamento e atualizações serão dadas no tempo correto. Não temos mais comentários sobre o tema", afirmou um porta-voz da Fifa à Folha. 

Ao redor do mundo, a transmissão seja por telefone ou internet já está garantida em 134 territórios. No Brasil, a competição será exibida pela Globo, Band e SporTV. 

ENCALHE

No total, foram disponibilizados 696 mil tíquetes para a Copa das Confederações, mas até a última atualização oficial, em 3 de maio, só 300 mil haviam sido vendidos. A Fifa afirmou à Folha que o número tem crescido, já que os postos de venda fixa já foram abertos nas quatro sedes (Kazan, Moscou, São Petersburgo e Sochi) e a venda via internet não exige mais fila de espera.

Porém, novos números não foram fornecidos. Das 16 partidas do campeonato, a única para a qual já não é possível comprar ingresso é Rússia x Portugal, em 21 de junho, em Moscou. Para as outras 15 sobram entradas em todos os setores. Nem mesmo a abertura (Rússia x Nova Zelândia, em São Petersburgo) tem lotação máxima, bem como a final, que ocorrerá na mesma arena. 

Há quatro anos, no Brasil, o jogo de abertura entre a seleção e o Japão se esgotou em fevereiro. Os demais jogos do time nacional se esgotaram antes do início do evento. O preço pode ser uma explicação. À exceção da categoria 4, voltada a residentes russos e cujas entradas precisam ser pagas em rublos a um valor de 960 (R$ 53), na fase de grupos as demais categorias não saem por menos de US$ 70 (R$ 218).

"Queria ver Rússia x Portugal, mas me informaram que está esgotado. Estou pensando em ver Camarões x Chile aqui em Moscou, mas os ingressos estão muito caros. Deveriam ser mais baratos", disse o malaio Shurgan Surish, estudante de medicina.

Ele e o russo Venceslav Kostov foram duas pessoas das apenas oito que entraram no centro de venda de tíquetes de Moscou nos 40 minutos em que a reportagem esteve presente ao local. 

A divulgação também não é grande até o momento. Nos principais pontos turísticos, nos trens do metrô e nas vias de Moscou não há propagandas da competição. Nas proximidades da Praça Vermelha, um modesto relógio marca apenas o tempo que falta até a Copa do Mundo. 

Não há qualquer menção ao torneio que se aproxima. A maior ação promocional tem ocorrido aos fins de semanas, com a montagem de um parque temático em cada uma das quatro cidades-sede, com a presença de ex-campeões da Copa das Confederações e do troféu oficial da competição.

TESTE

Os quatro estádios que serão usados na Copa das Confederações já foram inaugurados e testados
O último a abrir as portas foi o de São Petersburgo, em 23 de abril. A ressalva foi o gramado, que estava longe das condições ideais para um jogo. Ele só será usado novamente na Copa das Confederações. A arena foi a que mais tempo levou para ser concluída. Foram dez anos entre o início, em 2007, e o fim das obras, em 2017. O estádio de Moscou (Arena Otkritie), inaugurado em 2014, tem recebido os jogos do Spartak Moscou, que na semana passada foi campeão russo.

A última partida no local antes da Copa das Confederações será realizada nesta quarta (17), entre o Spartak e o Terek Grozny. Em Sochi, o estádio projetado para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 foi usado em 28 de março no empate em 3 a 3 entre Rússia e Bélgica, que serviu oficialmente como teste para os organizadores. Foi usado também na final da Copa da Rússia em 2 de maio, que terminou com triunfo do Lokomotiv por 2 a 0 sobre o Ural. 

Apenas 24.500 pessoas estiveram presentes na arena para 47.659 espectadores. Já o estádio de Kazan foi aberta para a Universíade de 2013 e é casa do Rubin Kazan, time da cidade que disputa a primeira divisão. Assim como no Brasil, o estádio da abertura da Copa do Mundo não será usado na Copa das Confederações. Em 2013, o Itaquerão estava longe de estar concluído. 

Em Moscou, o Estádio Luzhniki passa por grande renovação para se adaptar às exigências da Fifa, a exemplo do que houve no Maracanã. A taça já passou por Moscou, Kazan e Sochi. No próximo final de semana estará em São Petersburgo, palco da abertura e da decisão.

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2017/05/1884650-ingressos-encalham-e-copa-das-confederacoes-nao-empolga-russos.shtml