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domingo, 8 de março de 2015

Cor do uniforme do Orlando City foi pensada para atrair torcedores brasileiros



LUIZ COSENZO
RAFAEL VALENTE
DE SÃO PAULO

A contratação do meia Kaká não é o único passo do Orlando City para cativar os torcedores brasileiros. O clube pensou até na cor da camisa para conseguir o objetivo. Ao ser fundado em 2010, o uniforme da equipe tinha a cor vermelha. O roxo e o branco eram secundários. Desde 2013, quando o brasileiro Flávio Augusto da Silva, 43, se tornou proprietário do time, o roxo passou a ser predominante no uniforme. "Quando decidimos pela cor roxa foi por entendê­la como uma cor neutra.

Nenhum grande clube do Brasil tem essa cor no uniforme. Não haveria resistência. Por isso, roxo é nossa cor principal", diz o carioca admitindo que uma das metas do clube é ser o segundo time de cada brasileiro. Para a ideia vingar, Silva sabe que é necessário ter resultados expressivos. "Como é o nosso primeiro ano, esperamos ter uma participação relevante. Temos muito o que aprender, mas queremos chegar nos playoffs, que correspondem às quartas de final. Nosso projeto é disputar o Mundial de Clubes em três anos", diz.

O investimento em Kaká já ajudou. Ele é o jogador mais famoso do clube e a presença dele fez todos os ingressos para a estreia do time contra o New York City, no domingo (8), esgotarem rapidamente.

A equipe também comercializou 14 mil season tickets (pacote de ingressos para toda a temporada),que variam de 450 a 1.400 dólares. "Kaká é o nosso embaixador nos EUA e em todos os continentes. Ele movimenta a cidade. As pessoas estão entusiasmadas nas ruas. Fechamos dezenas de patrocinadores. Ele é a figura central de nossa estratégia", diz Silva. O orçamento do clube americano com futebol é de 11 milhões de dólares (R$ 32 milhões) por ano.

EMPREENDEDOR

O brasileiro dono do Orlando City é torcedor do Flamengo e o envolvimento com futebol surgiu quando morou nos EUA, entre 2009 e 2012. Na época, acompanhava o filho em treinos e jogos e viu o envolvimento do americano pelo esporte. "Vi que era um público muito grande. Muitos pais, mães, famílias, irmãos. O futebol era algo muito relevante nos EUA", diz.

O retorno que obteve ao vender a escola particular de inglês formada por ele em 1995 possibilitou que Silva comprasse o Orlando City.

Ele recebeu quase R$ 1 bilhão pela operação ainda no início de 2013. Estudou o futebol nos EUA e conseguiu virar dono do clube no final daquele ano.

"Quando comprei o clube, ele estava numa segunda divisão. Adquiri com o objetivo de levar para o MLS [como é chamada a elite da liga], o que exigia um investimento muito maior".

Hoje, Silva está satisfeito com o investimento, coroado com a vinda de Kaká. Assim, o Orlando ganhou projeção. "Tenho relacionamento com o Kaká há quatro anos. Ele foi garoto propaganda da minha escola. O perfil dele como atleta corresponde ao que os americanos gostam"

segunda-feira, 2 de março de 2015

Pelé, Bíblia, Guarujá: saiba as histórias por trás dos números de Medina e cia

Em 2015, competidores da Liga Mundial de Surfe passaram a adotar numeração fixa, como acontece em outros esportes. Brasileiros contam o porquê de suas escolhas

Por Gold Coast, Austrália


Assim como a Fórmula 1 fez no ano passado, a Liga Mundial de Surfe (WSL) adotou a numeração fixa para a carreira dos competidores. Gabriel Medina, por exemplo, pegou o 10. Kelly Slater, por sua vez, escolheu o 11. Até ano passado, os números eram baseados no ranking do ano anterior. A estratégia, comum principalmente em esportes americanos, visa criar mais um tipo de identificação dos competidores com o público, aumentando as possibilidades de exploração da imagem do atleta comercialmente. A organização da competição pediu para cada surfista enviar três opções de números, em ordem de preferência. Em caso de repetição de escolha, o competidor com melhor "seed" (ranqueamento) tinha prioridade. 
Confira os números dos brasileiros e o porquê das escolhas:
GABRIEL MEDINA #10
“Foi meu pai que escolheu”, conta Gabriel Medina. Curtindo merecidas férias na época do contato da WSL após a conquista do título mundial inédito, o fenômeno de Maresias concedeu ao padrasto e principal incentivador, Charles Rodrigues, a missão de escolher seu numeral. Ele levou as opções 1 e 10 para o garoto, que disse gostar das duas e acabou optando pelo segundo número.

– Ficamos na dúvida entre o 1 e 10. O Gabriel disse que gostava das duas. Mas já tinha esse lance de "Medina 10" por causa das notas e aí escolhemos. Mas tem essa coisa de futebol também, né? De Pelé, de não sentir o peso de vestir a camisa...

Gabriel Medina Surfe Gold coast (Foto: Luciana Pinciara)Gabriel Medina Surfe Gold coast (Foto: Luciana Pinciara)
MINEIRINHO #13
O 13, que para muitos dá azar, para Adriano de Souza é motivo de muita sorte. Segundo brasileiro mais bem ranqueado, Mineirinho deu uma lista de motivos para escolher o tão temido numeral:
– Tem muita coisa. Foi o dia que eu nasci, foi o dia que pedi minha mulher em casamento, ela nasceu também no dia 13, é o código de Guarujá, minha cidade... Minha primeira vitória no WCT foi também em um dia 13... É muita coincidência. Então pra mim o 13 não tem nada de azar, me dá muita sorte.
Adriano de Souza, Mineirinho - Gold Coast - Mundial de Surfe (Foto: Luciana Pinciara)Adriano de Souza, Mineirinho, em ação na etapa de Gold Coast (Foto: Luciana Pinciara)

FILIPE TOLEDO #77
Já Filipe Toledo se inspirou na religião para desejar o 7. Como o número já havia sido escolhido pelo tricampeão Mick Fanning, o paulista ficou com o 77:
– O sete é um número que sempre gostei. E na Bíblia esse número é ligado à perfeição. Tem uma história espiritual por trás dele, um fundamento legal.
Felipe Toledo primeiro dia de competições em Gold Coast (Foto: Luciana Pinciara)FIlipe Toledo primeiro dia de competições em Gold Coast (Foto: Luciana Pinciara)

Outro que se inspirou na religião para fazer sua escolha foi o também paulista Miguel Pupo:
– Tenho muita ligação com os números 1 e 9. Nasci no dia 19/11/1991. Além disso, consegui chegar à elite com 19 anos. E 91 é o número do meu salmo preferido da Bíblia: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”.
Miguel Pupo em ação na etapa de Gold Coast do mundial de Surfe (Foto: Reprodução/Instagram)Miguel Pupo em ação na etapa de Gold Coast do mundial de Surfe (Foto: Reprodução/Instagram)

Filho de Jaílson, um ex-jogador profissional de futebol no Rio Grande do Norte, Jadson André se inspirou nos gramados para escolher o número 5. Sua preferência inicial era o 9, que ficou com o taitiano Michel Bourez,
– Eu gostava de jogar futebol, mas meu número era o 9. Mas como alguém já tinha escolhido, peguei o 5. Lembro que o 5, na época que meu pai jogava futebol era o volante. E quando eu jogo bola, às vezes eu jogo de volante, porque dá para atacar, defender, fazer de tudo.
Jadson André - Gold Coast - Mundial de Surfe - primeira fase (Foto: Divulgação)Jadson André durante a primeira fase em Gold Coast (Foto: Divulgação)

WIGGOLLY DANTAS #6
Por ser um dos estreantes do tour em 2015, Wiggolly foi um dos últimos a escolher. Mesmo assim deu sorte de seu número preferido ainda não ter sido pego por nenhum competidor. 
- Tinha que escolher três números. Eu escolhi o 6, o 16 e o 8. Eu consegui o 6, que era o que eu queria. É meu número da sorte. Foi no dia 6 de fevereiro de 2002 que eu consegui meu principal patrocinador (a mesma do evento). Eu era pequeno, tinha 12 anos e era um sonho para mim.
Wiggolly Dantas na primeira fase da etapa do Mundial de Surfe, em Gold Coast (Foto: Divulgação)Wiggolly Dantas na primeira fase da etapa do Mundial de Surfe, em Gold Coast (Foto: Divulgação)



ÍTALO FERREIRA #15
Já Ítalo Ferreira, por estar estreando na elite neste ano, foi um dos últimos a escolher e disse que ficou com poucas opções:
– Foi o que sobrou né? Não tinha muita opção. Todo número que eu escolhia já tinha alguém. Eu queria o 22, mas já tinham pego. Mas o 15 é legal, é o ano que entrei na elite, né?
Ítalo Ferreira em ação na primeira etapa do mundial de surfe em Gold Coast (Foto: Luciana Pinciara)Ítalo Ferreira em ação na primeira etapa do mundial de surfe em Gold Coast (Foto: Luciana Pinciara)


Assim como Jadson André, Silvana Lima, única representante brasileira no feminino, se inspirou no futebol para fazer sua escolha:
–  Quando eu jogava futsal na escola em Paracuru, onde eu morava, sempre acompanhava o Roberto Carlos, eu era fã dele. Eu queria pegar o 10, por causa do Neymar, mas já tinham escolhido. Então escolhi o 6.
Silvana Lima primeiro dia de competições em Gold Coast (Foto: Luciana Pinciara)Silvana Lima primeiro dia de competições em Gold Coast (Foto: Luciana Pinciara)
Confira os números de todos os competidores do tour:
Masculino:
1º - Gabriel  Medina (BRA) - 10
2º - Mick  Fanning (AUS) - 7
3º - John John Florence (HAV) - 12
4º - Kelly  Slater (EUA) - 11
5º - Michel Bourez (PYF) - 9
6º - Joel  Parkinson (AUS) - 81
7º - Jordy Smith (ZAF) - 23
8º - Adriano De Souza (BRA) - 13
9º - Taj  Burrow (AUS) - 99
10º - Josh  Kerr (AUS) - 84
11º - Kolohe  Andino (EUA) - 22
12º - Owen  Wright (AUS) - 3
13º - Nat  Young (EUA) - 2
14º - Julian  Wilson (AUS) - 17
15º - Adrian  Buchan (AUS) - 21
16º - Bede  Durbidge (AUS) - 33
17º - Filipe Toledo (BRA) - 77
18º - Kai  Otton (AUS) - 16
19º - Miguel  Pupo (BRA) - 91
20º - Sebastian Zietz (HAV) - 14
21º - Fredrick Patacchia (HAV) - 88
22º - Jadson Andre (BRA) - 5
23º - Matt Banting (AUS) - 69
24º - Wiggolly  Dantas (BRA) - 6
25º - Adam  Melling (AUS) - 67
26º - Italo  Ferreira (BRA) - 15
27º - Matt  Wilkinson (AUS) - 8
28º - Keanu  Asing (HAV) - 4
29º - Dusty  Payne (HAV) - 87
30º - Jeremy  Flores (FRA) - 40
31º - Brett  Simpson (EUA) - 48
32º - Ricardo Christie (NZL) - 18
33º - CJ Hobgood (EUA) - 85
34º - Glenn  Hall (IRL) - 25
Feminino:
1ª - Stephanie Gilmore (AUS) - 88
2ª - Tyler Wright (AUS) - 13
3ª - Carissa Moore (HAV) - 10
4ª - Sally Fitzgibbons (AUS) - 1
5ª - Malia Manuel (HAV) - 8
6ª - Lakey Peterson (EUA) - 7
7ª - Bianca Buitendag (ZAF) - 27
8ª - Johanne Defay(FRA) - 21
9ª - Courtney Conolgue (USA) - 11
10ª - Laura Enever (AUS) - 44
11ª - Dimity Stoyle (AUS) - 22
12ª - Silvana Lima (BRA) - 6
13ª - Coco Ho (HAV) - 4
14ª - Sage Erickson (eua) - 17
15ª - Nikki Van Dijk (AUS) - 5
16ª - Tatiana Weston-Webb (HAV) - 9
17ª - Alessa Quizon (HAV) - 2


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lionel Messi promove Galaxy Note 3 em comercial da Samsung


Para promover o novo Galaxy Note 3, a Samsung escolheu impecavelmente seu garoto-propaganda: o argentino Lionel Messi.
Em “The Developer”, o craque do Barcelona aparece em um bairro pobre para mudar a vida das crianças locais. A marca coreana aproveita a ilustre presença de Messi e promove também o Galaxy Gear, seu relógio “inteligente”.
Quem assina campanha é a Leo Burnett.


Lebron James assina relógio de 51 mil dólares


Embaixador da marca suíça de relógios Audemars Pigue desde 2011, Lebron James participou ativamente do desenvolvimento de uma nova peça exclusiva com seu nome, que estará no mercado ao preço de US$ 51 mil.
Em uma rica combinação de ouro rosa, titânio, cerâmica e diamantes, o Royal Oak Offshore LeBron James Limited terá apenas 600 peças disponíveis no mercado.
Além de ‘King’ James, a presença da Auders Piguet no esporte é também reconhecida por seus acordos com Lionel Messi, Novak Djokovic e Michael Schumacher.

Imagens: Divulgação