segunda-feira, 13 de maio de 2013

Em estudo, Neymar é o esportista com maior valor comercial do mundo


Por ESPN.com.br com Agência Gazeta Press

Gazeta Press
Neymar comemora o primeiro gol do Santos, que levou a melhor sobre o Palmeiras
Neymar superou Messi na lista, que leva em conta alguns critérios, como carisma e apelo
Envolvido em rumores sobre possível venda para Real Madrid ou Barcelona na próxima janela de transferências do futebol europeu, o atacante Neymar segue em alta no cenário internacional. Em estudo divulgado pela revista "SportsPRO" nesta segunda-feira, o jogador do Santos manteve a liderança do ranking de esportistas com maior valor comercial no mundo. 

O brasileiro foi seguido pelo argentino Lionel Messi e pelo golfista norte-irlandês Rory McIlroy. Atuando pelo time profissional do clube alvinegro desde 2009, Neymar se tornou o primeiro atleta a conseguir se manter no topo da lista por dois anos consecutivos. Os critérios analisados para a composição do ranking são: mercado de origem, carisma, disposição para ser comercializado e apelo. Em outros anos, o norte-americano LeBron James (basquete) e o velocista jamaicano Usain Bolt ocuparam a primeira colocação.

“Classificamos Neymar como atleta de maior potencial comercial no último ano e não havia motivo para rebaixá-lo. Ele está se preparando para ser a principal estrela da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e ainda tem uma possível transação para um clube de sucesso da Europa. Seu status de grande estrela o torna um imã para marcas em uma economia emergente no mundo. Ele é tudo que uma empresa quer”, analisou o editor-chefe da revista, David Cushnan.
Outro atleta nacional presente na lista é o velocista Alan Fonteles. Detentor de uma medalha de ouro e uma de prata nos Jogos Paralímpicos de Londres, o brasileiro se tornou o primeiro esportista paralímpico a fazer parte deste ranking. Na visão da "SportsPRO", Fonteles é um competidor com grande potencial para os próximos anos.
Além disso, a lista deste ano bateu recorde no número de mulheres: 14. O principal destaque fica por conta do tênis, que incluiu Sloane Stephens (Estados Unidos), Victoria Azarenka (Bielorrusia), Caroline Wozniacki, (Dinamarca), Maria Sharapova (Rússia) e Laura Robson (Grã-Bretanha) no ranking.

Veja os dez primeiros colocados da lista:

1) Neymar (Brasil) – Futebol
2) Lionel Messi (Argentina) - Futebol
3) Rory McIlroy (Irlanda do Norte) - Golfe
4) Robert Griffin III (Estados Unidos) – Futebol americano
5) Usain Bolt (Jamaica) - Velocista
6) Novak Djokovic (Sérvia) - Tênis
7) Lewis Hamilton (Inglaterra) – Fórmula 1
8) Cristiano Ronaldo (Portugal) - Futebol
9) Sloane Stephens (Estados Unidos) - Tênis
10) Blake Griffin (Estados Unidos) - Basquete

sábado, 11 de maio de 2013



No dossiê de candidatura, o comitê brasileiro previa a arrecadação de US$ 570 milhões (na conversão atual, R$ 1,15 bilhão) em patrocínios. A pouco mais de três anos dos Jogos, o Rio 2016 já fechou contratos no valor de R$ 1,14 bilhão com sete patrocinadores. Pelo menos outras quatro ou cinco cotas de patrocínio estão sendo ou serão negociadas pelo comitê organizador.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Quem produz o conteúdo



A produção de conteúdo, que já foi exclusividade de quem controla os meios, hoje em dia, é apenas uma questão de iniciativa
07/05/2013

Em um jogo de pouca emoção, São Paulo e Corinthians empataram por 0 a 0 no último domingo, no Morumbi, em duelo válido pelas semifinais do Paulistão Chevrolet. Nos pênaltis, a equipe alvinegra venceu por 4 a 3 e assegurou vaga na decisão.
E na segunda-feira, menos de 24 horas depois da classificação, sabe qual jogador corintiano tinha o nome mais comentado nas redes sociais e até na mídia tradicional? Sim, ele: o chinês Zizao.
Na segunda-feira, o Corinthians publicou no site de vídeos Youtube um viral protagonizado pelo jogador. Ele aparece no banco de trás de um carrinho de golfe, ao lado de Emerson – o bólido também é ocupado pelo volante Paulinho e pelo lateral-esquerdo Fabio Santos, responsável pela condução.
A peça de 19 segundos mostra o carrinho andando por um campo do centro de treinamentos do Corinthians. Zizao lê "Coca-Cola", "Gatorade" e duas vezes "Caixa", patrocinadores alvinegros que estampam placas publicitárias no local.
Emerson, então, diz: "Gente! O Zizao tá lendo". O texto é uma paródia de um comercial da Caixa Econômica Federal, atual cotista máster do clube paulista (Você pode ver o vídeo aqui:http://tinyurl.com/d79egpb. Ah, e a peça original está aqui: http://tinyurl.com/czmjxze).
Já discutimos anteriormente o papel de Zizao no elenco do Corinthians. Inusitado e carismático, o jogador chinês pouco serve a um plano de internacionalização da marca alvinegra. Contudo, transformou-se em um protagonista perfeito para o mercado interno: tudo que ele faz repercute.
No entanto, o vídeo publicado na segunda-feira serve como mote para uma discussão maior. Ao parodiar um comercial de seu principal patrocinador, o Corinthians criou uma peça engraçada e assegurou visibilidade para três marcas que investem no clube. E tudo isso com um custo extremamente reduzido.
A história sintetiza outra coisa que já foi tópico de discussão por aqui: o advento de novas tecnologias e novas plataformas de comunicação transformou todo mundo em mídia. A produção de conteúdo, que já foi exclusividade de quem controla os meios, hoje em dia é apenas uma questão de iniciativa.
Mas, o caso do vídeo corintiano é um exemplo extremo – e não o único, diga-se – de como o esporte é prolífico na produção de conteúdo rico. Poucas são as searas que concentram tantas boas histórias e tantos personagens interessantes.
Somemos, então, as duas coisas: o esporte tem muitas histórias a serem contadas e qualquer um pode assumir a narração disso. Portanto, o direcionamento da comunicação e o uso estratégico desse conteúdo são acessíveis a qualquer um.
Foi isso que motivou a Red Bull a criar a Red Bull Media House. Lançado em 2007, o braço da empresa desenvolve uma série de produtos para diferentes plataformas de comunicação. Os principais focos são esporte, cultura e estilo de vida.
A Red Bull Media House causou mudanças contundentes na companhia. A Red Bull não é mais uma produtora de bebidas energéticas. Hoje em dia, a empresa é uma criadora de experiências. A imagem foi forjada entre loucuras e ousadias cometidas pela marca.
Criar conteúdo, no caso da Red Bull, foi uma forma de ampliar o negócio. Isso criou novas fontes de faturamento e ajudou a própria marca a consolidar seu principal ativo.
Contudo, a relação nem precisa ser tão explícita. No esporte, produzir o próprio conteúdo pode ser apenas uma forma de zelar por parâmetros do evento. Em Copas do Mundo, por exemplo, imagens de jogos são geradas pela HBS, que é contratada pela Fifa. Parte daí o conteúdo que é distribuído para emissoras de todo o planeta.
Quando decidiu gerar o próprio conteúdo, a Fifa se comprometeu a fazer um investimento muito maior. Por outro lado, assegurou uma série de peculiaridades, como a exposição de seus patrocinadores, a qualidade e até um padrão para as imagens.
O exemplo é bem diferente em outras instâncias. No Brasil, quem gera o conteúdo é a Globo, dona dos direitos de transmissão. Quantas vezes você ouviu gente de outras emissoras reclamando por ter acesso a poucos ângulos de uma imagem ou pela escassez de replays em determinados lances?
Em outros países, a geração é de emissoras locais. Isso cria distorções absurdas, como as transmissões paupérrimas em jogos da Copa Bridgestone Libertadores. Não há padrão de imagem, de repetições ou de zelo pelos patrocinadores.
Quando entrega o conteúdo para um parceiro de transmissão, o produtor do evento simplesmente perde o controle sobre o que é mostrado. E também perde a chance de colocar na mídia algo planejado, adequado aos interesses da marca.
A Red Bull assumiu a produção do conteúdo porque queria fazer algo com a cara que a empresa pretendia impingir à marca. A Fifa nomeou um parceiro exclusivo de transmissão para ter um padrão. Deixar que as emissoras decidam sobre isso é colocar seu produto mais valioso a serviço dos interesses de outro, que não necessariamente são alinhados aos seus.
Nos Estados Unidos e em grande parte da Europa, a noção de que o dono do evento precisa assumir a geração do conteúdo já está bem consolidada. E "geração de conteúdo" aqui tem um significado bem amplo, que abarca as imagens de competições, a repercussão e até as histórias que ampliam a visibilidade.
O esporte brasileiro já tem exemplos em que isso é feito. Até um caso extremo, que é o do Atlético-PR. O time rubro-negro não vendeu direitos de mídia de seus jogos no Campeonato Paranaense Chevrolet. Todas as transmissões são feitas exclusivamente pelo clube, que não acertou com TVs ou rádios.
O que chama atenção nesse caso, porém, é que a decisão parece ser mais econômica do que estratégica. O Atlético-PR não aproveitou isso para instituir um padrão diferente do que sempre foi feito nas transmissões de jogos do clube.
Estrategicamente falando, a medida do Atlético-PR serviu apenas para turbinar a audiência do site oficial – a página da equipe rubro-negra sofre forte concorrência de portais mantidos por torcedores.
Controlar o conteúdo oferece ao dono do evento um mundo de oportunidades, e isso o esporte brasileiro já começa a perceber. O desafio agora é inserir isso em um planejamento maior e usar a mídia como forma de construir algo. Mas, aprender a construir é mais difícil do que aprender a ler...

domingo, 5 de maio de 2013

A Fifa chamou a mulher errada



Coluna Opinião

Dorrit Harazim

Foi no 61º congresso da Fifa, realizado em Zurique em meados de 2011, que Sepp Blatter, o presidente eleito pela quarta vez, anunciou a novidade às 206 confederações ali representadas: a partir daquele ano seria criado um novíssimo comitê, inteiramente independente, para monitorar o funcionamento e aprimorar a idoneidade do órgão máximo do futebol mundial.

Medida um tanto tardia considerando-se que as primeiras provas da avalanche de falcatruas e alegações de corrupção na entidade haviam sido expostas pela primeira vez doze anos antes, pelo autor de livros investigativos David Yallop. Em "How They Stole The Game" (Como eles roubaram o jogo, não editado no Brasil), o inglês Yallop focara na compra de votos africanos para que Blatter sucedesse a seu padrinho brasileiro João Havelange.

O colossal escândalo "ISL", referente ao generoso suborno embolsado por Havelange e seu genro Ricardo Teixeira da empresa de marketing International Sports and Leisure, também já vinha sendo escarafunchado há anos. Repórteres internacionais incômodos e obcecados como o escocês Andrew Jenkins (autor, entre outros, de "Jogo sujo - O mundo secreto da Fifa") ou jornalistas determinados como o brasileiro Juca Kfouri não deixavam o escândalo morrer. As muitas outras improbidades que se seguiram também não conseguiram ser varridas para baixo do tapete.

Urgia, portanto, fazer algo antes que os negócios da Fifa começassem a ser afetados.

A instalação do inovador Comitê Independente de Governança recebeu elogios até mesmo da Interpol. Presidido pelo professor de Direito Criminal Mark Pieth, o comitê era composto por dez membros vindos de oito países.

Além de Pieth, nove homens e uma mulher - a canadense Alexandra Wrage. Sepp Blatter, João Havelange e todos os encrencados da Fifa deveriam ter lido pelo menos o livro de Wrage, "Bribery and Extortion: Undermining Business, Governments, and Security" (Suborno e extorsão: Minando negócios, governos e segurança, sem edição no Brasil) para saber que ela entende de corrupção tanto quanto eles. Se não mais. O título do primeiro capítulo é "Ladrões, bandidos e cleptocratas".

Formada em Direito por Cambridge e há seis anos na lista das 100 Pessoas Mais Influentes na Ética Empresarial da revista "Ethisphere", Wrage já presidiu o Comitê Anticorrupção da Ordem dos Advogados dos Estados Unidos. É fundadora da Trace, a principal entidade internacional de apoio a corporações no combate a todo tipo de corrupção. Organização sem fins lucrativos, tem afiliados que pagam anuidade espalhados por todo o mundo e um site ( bribeline.org ) em 21 línguas para denúncias anônimas de práticas de extorsão e suborno por qualquer pessoa, em qualquer canto do mundo.

Pois bem, foi com essa mulher a bordo que o Comitê Independente de Governança montado pela Fifa produziu um primeiro relatório em março de 2012, em apenas três meses de trabalho. É possível que o grupo tenha detectado procedimentos e lacunas tão gritantes que achou conveniente elencá-los de imediato para correção rápida. Mas nada foi feito. O Comitê trabalhou mais doze meses e produziu um segundo relatório, apresentado em fevereiro último. Tudo indica que tampouco esse novo lote de sugestões foi encampado.

Assim, duas semanas atrás, Alexandra Wrage abandonou a Fifa à própria sorte. Ou, como diz, deixou "esse antiquado clube de homens a lustrar o verniz" enquanto a fundação continua a ruir.

Desde então, ela atende quem se interessa em saber o que houve. BBC, CNN, "Forbes" correram atrás. O retrato que emerge de suas entrevistas é de uma Fifa entrincheirada. Um dos papéis cruciais atribuídos ao Comitê dito Independente fora o de indicar nomes para cargos críticos numa nova estrutura mais arejada. Após criteriosa seleção, o Comitê sugerira oito nomes, entre os quais os de duas mulheres recomendadas para o setor de Ética. Todos foram vetados.

Wrage conta que foi instada por dois altos executivos da casa a garimpar mais candidatos homens uma vez que candidatas mulheres não seriam aceitas. Ficou estarrecida. A canadense, que trabalha em países e continentes reputados pela fraca adesão ao catecismo feminista, não tinha ouvido afirmação de preconceito tão explícita e direta há pelo menos três décadas.

O Comitê também recomendara que o Conselho Executivo da Fifa cogitasse aceitar membros de fora da entidade, para sinalizar um início de transparência e alinhamento com modernas corporações e organizações mundiais. Proposta rejeitada. A Fifa continua sendo uma sociedade secreta, sem prestar contas a ninguém.

A recomendação de acompanhar a tendência mundial e tornar públicos os salários e gratificações de seus executivos foi descartada com o argumento de que a questão serviria mais à curiosidade pública do que a uma melhora de governança.

Wrage conclui que somente o governo da Suíça é capaz de fazer com que a Fifa, algum dia, se dobre às leis da transparência. Isso porque a entidade está sentada em cima de um baú de US$ 1,4 bilhão em reservas. Livres de impostos. "Blatter virtualmente declarou sua missão de saneamento cumprida, não vai debater com ninguém nem vai se explicar", diz a canadense. "O que não é surpreendente para um homem que descreve a Fifa como se fosse um Estado soberano presidido por ele."

Mas ainda que Blatter seguisse à risca todas as recomendações caras a Wrage, dificilmente os dois se entenderiam. É que alguma sequela deve ter ficado em Blatter de um cargo que ocupou nos anos 1970: foi presidente da Sociedade Mundial dos Amigos das Cintas-Ligas. Repetindo: presidente da Sociedade Mundial dos Amigos das Cintas-Ligas. A organização se formara em protesto à substituição das sensuais cintas-ligas pelo uso das meias-calças, bem mais práticas, que apareceram com a invenção do náilon. Trinta anos depois, o mesmo Blatter, já presidente da Fifa, sugeria que as jogadoras de futebol deveriam usar "short mais apertadinho e camisa mais decotada" para "criar uma estética mais feminina".

Cada qual com sua visão de transparência.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Movimento visita ministro do Esporte para pedir surfe no Rio 2016


Aldo Rebelo vai ouvir proposta para incluir surfe na Olimpíada Foto: Mauro Pimentel / Terra
Aldo Rebelo vai ouvir proposta para incluir surfe na Olimpíada
Foto: Mauro Pimentel / Terra

​O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, recebe os idealizadores do movimento Surf 2016 nesta quarta-feira, em seu gabinete, para ouvir o projeto que defende o surfe e o stand-up na programação da Olimpíada do Rio de Janeiro. O grupo defende a cidade carioca como "berço do surfe no Brasil" e detentora da "maior legitimidade em cultura e referências mundiais de praia".
O movimento conta com simpatizantes como o surfista Gabriel Medina, destaque mundial da modalidade, que encarregou a comitiva que vai a Brasília de convidar o ministro a conhecer de perto o esporte. O surfe tem 35 milhões de praticantes em mais de 100 países.
"A nossa expectativa com este encontro é sair com um pedido formal do ministro para o presidente do COI para incluir o surfe e seus derivados nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de janeiro", disse Romeu Andreatta, publisher de uma revista especializada em surfe e um dos membros da comitiva.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O Maracanã que nem a Fifa e nem o COI pediram


http://www.linkedin.com/groups?home=&gid=1494137&trk=anet_ug_hm


O Maracanã que será entregue está além do que é exigido pela Fifa, mas aquém do necessário para a Olimpíada.
Um inquérito aberto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro apura o motivo de o governo Sérgio Cabral gastar em itens não obrigatórios para 2014 e ignorar adaptações necessárias para 2016.

Em depoimento de 26 de fevereiro no MP, o consultor do Comitê Organizador Local, Carlos de La Corte, assegura que as plantas nunca previram as caríssimas demolições de uma escola, do estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio De Lamare.

Diz também que a Fifa não pediu os espaços para a construção de estacionamento e áreas de circulação.

Um ofício enviado pela Rio 2016 ao governo alerta que a reforma não contemplou a exigência de aumentar os túneis de acesso ao gramado.