segunda-feira, 25 de junho de 2012

Patrocínio de Oportunidade: Corinthians fecha com Iveco e Bombril

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O Corinthians manterá o patrocínio da montadora de caminhões Iveco como seu patrocinador master nas duas partidas contra o Boca Juniors-ARG, pelas finais da Taça Libertadores. O clube não confirma os valores, mas deve embolsar cerca de R$ 2 milhões (R$ 1 milhão por jogo).
O acerto estava engatilhado desde as semifinais, quando o grupo pagou R$ 800 mil por duelo para estampar sua marca no uniforme do Timão. Caso a equipe passasse pelo Santos nas semifinais, o acordo seria prorrogado automaticamente.
A expectativa do departamento de marketing do Corinthians é conseguir uma boa arrecadação com publicidade para a decisão. Os dirigentes acreditam que venderão outros espaços na camisa. Na semi, as mangas também foram comercializadas.
Esta será a terceira vez que o Timão fecha patrocínios pontuais no mata-mata da Taça Libertadores. Antes da Iveco, o clube havia exibido o logotipo do Magazine Luiza no segundo jogo das quartas de final, diante do Vasco, no Pacaembu.
O Corinthians está sem um patrocinador fixo para o principal espaço do uniforme desde o encerramento do contrato com a Hypermarcas, no Campeonato Paulista. O clube quer R$ 52 milhões pelas partes frontal e costas, além de ombros, mangas e axilas. Só para a frente e costas o pedido é de R$ 30 milhões

Camisa do Corinthians com patrocínio da Bombril

sábado, 23 de junho de 2012

Olimpíadas e Copa do Mundo estimulam Marketing Esportivo, diz Patrick Nally


Profissões em alta    23/06/2012
Copa do Mundo de 2014

São Paulo – O fato de o Brasil ser sede de grandes eventos como os próximos Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de 2014 já movimenta diversos setores no país, especialmente os voltados à engenharia civil e turismo. Uma área que também promete forte crescimento e oportunidades de emprego, porém, é a do marketing esportivo – pouco explorada aqui por terras tupiniquins.
“O profissional do marketing esportivo pode trabalhar em eventos esportivos, federações, times e clubes e ainda em empresas patrocinadoras esportivas”, explica Patrick Nally, CEO e cofundador da West Nally, que já fez parcerias com a FIFA (Federação Internacional de Futebol) e o COI (Comitê Olímpico Internacional), responsáveis, respectivamente, pela Copa do Mundo de futebol e pelas Olimpíadas.
As áreas de trabalho também são muito diversas: pesquisa, promoção, ajuda legal, finanças, hospitalidade, segurança e patrocínio, entre outros. E falta gente no Brasil para todos eles. “Faltam, também, cursos específicos para que os jovens já entendam o mercado esportivo”, diz Nally, em visita ao país para participar do Fórum Arena de Marketing Esportivo.
Para quem tem interesse na área, o mercado é bastante promissor. Além da Copa e das Olimpíadas, o Brasil tem espaço para investimentos nos chamados “esportes mentais”, que são a grande aposta de Nally para o país. “Eles consistem em esportes como pôquer e xadrez, por exemplo. Dá para jogar online, as redes sociais ajudam na popularização e falta muito marketing na área”, conta o especialista. Outros esportes, principalmente lutas como o UFC, também se tornam mais populares e abrem espaço para patrocínios e eventos.
O próprio futebol ainda está longe de ter seu mercado saturado no país. Os clubes brasileiros têm problemas estruturais e baixo arrecadamento se comparados aos milionários europeus. “Falta responsabilidade, controle, gerenciamento de recursos e fiscalização. O Brasil tem muito potencial. Falta marketing”, explica Nally. Para ele, esse é o momento para o país alcançar as cifras milionárias europeias.
“O Brasil precisa de estrutura, mas em dois ou três anos é possível elevar o nível do Campeonato Brasileiro para a Premier League (campeonato inglês). E lá, cada clube tem cerca de 15 a 20 profissionais no marketing. Multiplica isso pela quantidade de clubes só da Série A do Brasileirão. Isso é muito emprego sendo criado”, prevê o britânico

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Executivo do COB mira top 10 para 2016 e rebate má fama de brasileiros


18 de junho de 2012  08h36  atualizado em 20 de junho de 2012 às 15h43

Marcus Vinícius Freire fala sobre preparação para Londres e metas para 2016. Foto: Luiz Pires/VIPCOMM/Divulgação
Marcus Vinícius Freire fala sobre preparação para Londres e metas para 2016
Foto: Luiz Pires/VIPCOMM/Divulgação
MARCUS VINÍCIUS PINTO
Direto do Rio de Janeiro
A 39 dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, o Brasil está pronto e preparado. Não para Londres, porque muita coisa ainda pode e vai acontecer. Mas pronto para acelerar para o mais ambicioso projeto do País: organizar a edição dos Jogos Olímpicos de 2016. No meio dos detalhes finais para a viagem à capital inglesa, o superintendente executivo do Comitê Olímpico Brasileiro, Marcus Vinicius Freire, conversou com o Terra na sede do COB para falar de preparativos para os Jogos de Londres, metas e sonhos da entidade.
Na entrevista, o executivo rebateu polêmica declaração do responsável pela hospedagem na Vila Olímpica de Londres de que atleta brasileiro é bagunceiro. Freire falou ainda sobre o projeto Vivência Olímpica, que vai levar 16 jovens atletas para sentir o gosto da experiência olímpica. A iniciativa será apresentada hoje pelo presidente do COB, Carlos Artur Nuzman.
"Queremos que eles tenham essa vivência olímpica. Mais importante que estar lá e ver que, na mesma fila do bandejão vão estar sei lá, o Jordan, o Phelps, o Guga. E o cara fica impressionado. São cinco mil atletas juntos na Vila e ali estão: o melhor saltador do mundo, o mais rápido. A nata do ser humano vive numa Vila Olímpica durante um mês e estamos fazendo isso para quebrar um pouco esse gelo, pensando em 2016", explica.
Confira a entrevista com Marcus Vinícius Freire:
Terra - Como está a reta final dessa preparação?
Marcus Vinícius Freire -
 Melhor impossível. Para Londres teremos a melhor preparação da história olímpica brasileira. Nosso programa passa por Londres, mas, claro, o foco final dele é 2016. Nossa meta é chegar no "top ten" até o Rio. E para chegar a isso temos que ganhar entre 25 e 32 medalhas. Temos, portanto, que duplicar o número de medalhas que ganhamos em Pequim.
Terra - E você parece muito tranquilo quanto a isso. É isso mesmo?
Freire -
 Por que estamos tranquilos? Porque não vamos ser pegos de calça curta. O planejamento estratégico é tornar e manter o Brasil como potência olímpica. Deixar para quem vier uma fábrica, um formato para Jogos Olímpicos de 2020, 2024 e em diante. Temos alguns movimentos importantes para que isso aconteça. Primeiro, o resultado. Porque é o que todo mundo cobra. Só que queremos difundir que nossa visão de resultado não é só medalha. Medalha faz parte, temos que ganhar nos esportes que já temos história, mas temos que ganhar medalhas em novos esportes, porque senão você nunca chega lá.
Se olharmos para o "top ten" de Pequim temos três a quem considero inalcançáveis: Estados Unidos, China e Rússia. Todos com mais de 70 medalhas. Tem o grupo acima de 40 medalhas que é muito duro mas que deve ser nossa meta, que é Austrália, Grã Bretanha, França e Itália. E tem a nossa luta que é com Coreia, Cuba, Espanha e Ucrânia. Todos esses ganham medalhas em mais de 13 modalidades, ou seja, tem uma abrangência esportiva para se tornar uma potência olímpica. A Jamaica, por exemplo, pode ganhar 15 medalhas em atletismo. É uma potência esportiva no atletismo? É, mas olímpica não é.
Terra - E de onde você tirou esse modelo para o Brasil em Londres e depois no Rio?
Freire -
 Desde que, há três anos, assumi um cargo executivo. Girei o mundo inteiro em busca de experiências boas e ruins para tentar organizar a equipe olímpica brasileira da melhor forma possível. Sempre digo que é melhor aprender com o erro dos outros que com os nossos. Coreia, Espanha e Austrália tiveram experiências parecidas. Possivelmente nossos melhores resultados em Jogos Olímpicos vão ser em casa.
Terra - E como exemplos do que já deu certo, podemos citar o vôlei...
Freire -
 Sim, o vôlei serve de modelo de um esporte que deu certo no Brasil: com organização, gerações vitoriosas, patrocinadores, espaço na televisão e aposta nos jovens. Primeiro veio o masculino, com a minha geração, depois o ouro em 92, depois veio o feminino, a praia. Dentro do Brasil é o grande modelo de esporte que deu certo e que funciona. E que não deve ser copiado, mas adaptado a cada esporte.
Terra - E que acabou se tornando o segundo esporte nacional.
Freire -
 Brincamos aqui que o vôlei é o primeiro esporte do brasileiro, porque futebol é a religião. Dou outro exemplo com o rúgbi, que é um esporte que até bem pouco tempo tinha apenas uma associação. Virou uma confederação há pouco mais de um ano, e já tem seis patrocinadores. Já ganha Sul-Americano no feminino, aproveitou o gancho do bom humor de um anuncio da Topper para se tornar ainda mais popular. É preciso também que mais atletas virem ídolos para que a população se espelhe. Nem todo mundo vai virar medalhista olímpico, mas é preciso ter exemplos. E além disso, tem a credibilidade das instituições envolvidas. Um modelo profissional, pensando 24 horas por dia apenas em fazer o Brasil chegar a uma potência olímpica e acho que em muito pouco tempo isso vai chegar também aos clubes.
Terra - A quem você credita essa evolução?
Freire -
 O esporte brasileiro tem três momentos importantes: em 2002 com a Lei Agnelo-Piva, que permitiu aos clubes ter planejamento a médio e longo prazo. Em 2007 o Rio viveu os melhores 17 dias da cidade do Rio de Janeiro com um Pan-Americano quase a nível olímpico, falem o que quiserem falar. E depois em 2009 a vitória para trazer 2016 para cá. Vou te dar um exemplo do que éramos e do que nos tornamos. Um dia, em uma reunião aqui, chegou o presidente de uma confederção dizendo que tinha uma sede nova. Dissemos que tínhamos que marcar uma visita e ele disse: "É só ir no estacionamento e ver o carro novo que comprei. Está tudo lá dentro". Hoje todas as confederações tem sua sede, secretárias bilíngues e uma boa estrutura.
Terra - Evoluímos em alguns esportes e caímos em outros. O basquete volta, mas o handebol, por exemplo, ficou fora.
Freire -
 A volta do basquete para nós é uma felicidade gigante. Um esporte que já foi campeão do mundo no masculino, medalhista olímpico no feminino e está na nossa lista para 2016. Mas não adianta eu querer ser craque nas 41 modalidades. A China é em 22, mas tem 1,5 bilhão de pessoas com uma política que não tem nada que ver com nossa democracia. O handebol ficou fora por detalhes. A verdade é que o Brasil adora jogos coletivos. Até em esportes individuais ganhamos medalhas em revezamento.
Terra - Chega Londres e chega também uma nova experiência que é Crystal Palace. O que falar sobre essa novidade?
Freire -
 Crystal Palace é um salto de qualidade, um "upgrade" completo em tudo o que já fizemos. Qual o problema de estarmos apenas na vila olímpica? É que é você e mais 204 países querendo treinar, querendo um ginásio. Bernardinho querendo treinar seis horas por dia e não sem querer ninguém incomodando ele. E isso você não consegue em uma Vila Olímpica. É uma aposta, um investimento alto. Crystal Palace abre para o Brasil no dia 16 de julho. Se o Cielo, por exemplo, disser às 23h que quer nadar sozinho, ele vai poder. É uma experiência que os Estados Unidos faz, que a Austrália faz um pouco, o Reino Unido e mais ninguém. Hoje somos 21 ex-atletas olímpicos trabalhando no COB. Nosso papel é dar ao atleta brasileiro a melhor ou no mínimo a mesma preparação que o que está competindo ao lado dele em alto nível.
Terra - E nessa preparação, que papel joga o técnico estrangeiro?
Freire -
 Em algumas modalidades um papel fundamental. Temos mais de 20 treinadores estrangeiros. São cubanos no boxe e nas lutas, coreanos no tiro com arco, franceses no remo, na canoagem e no tiro, argentinos no basquete e no hóquei, ucranianos na ginástica, e estamos trazendo um neozelandês no rúgbi. Não há demérito nenhum nisso. Só que há um porém importante. Eles vem com um contrato com uma meta de legado. De qualificação dos nossos treinadores que não serão, a vida toda, se Deus quiser, estrangeiros. Mas é fato que temos que continuar investindo em alguns modalidades que não temos história.
Terra - Recentemente Chris Hale, responsável pela hospedagem na Vila Olímpica de Londres, deu uma declaração dizendo que o Brasil é uma provável dor de cabeça porque o brasileiro é muito festeiro. O que você diz sobre isso?
Freire -
 Foi uma infelicidade de uma declaração de alguém que não sabe nada ou quase nada de esporte olímpico. Estou nessa vida de vilas olímpicas há quase 30 anos, fui chefe de missão em três Pan-Americanos e três Jogos Olímpicos e nunca tive problemas. O brasileiro é festeiro sim, mas no Ano Novo, no Carnaval. O esporte brasileiro é tão profissional que não cabe esse tipo de coisa dentro. Nossos atletas sabem que são 17 dias para mudar a vida dele. E tem alguns que mudam a vida apenas em dez segundos. E não vão para lá para fazer festa.
Terra - Para encerrar, muito se fala na sucessão de Carlos Artur Nuzman e que você está sendo preparado para assumir o COB depois de 2016. O que tem de verdade nisso?
Freire -
 Não tenho a menor vontade de sentar na cadeira dele. Não tenho perfil para isso. Sou executivo. Joguei vôlei por 16 anos, depois fui executivo do mercado financeiro por mais 15. Nunca fui eleito para nada, nunca recebi um voto e acho que não tenho o menor perfil. A minha proposta aqui dentro era preparar Londres. Quando ganhamos em 2009 meu contrato se estendeu até 2016. Mas ali é o tamanho do que tenho para contribuir. Vai ser meu momento de voltar ao mercado e gostaria de deixar um legado e um movimento que seja continuo na preparação olímpica.
Londres 2012 no Terra
Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

domingo, 10 de junho de 2012

Renovação no esporte


VOCÊ S/A


O calendário esportivo engordou, há mais empresas patrocinando clubes e atletas e a administração de estádios está se tornando um negócio rentável. Tem mais oportunidades de emprego no setor

Luiz de França, José Eduardo Costa (redacao.vocesa@abril.com.br)  10/06/2012
Crédito: Ernani de Almeida, Fotos: 1 Renato Pizzutto, 2 Divulgação, 3 Fernando Cavalcanti, 4 Divulgação, 5 Bob Wolfenson, 6 Paulo Vitale
Flávio Souza (à esq.) e Mauro Corrêa, ambos da Golden Goal, no Engenhão, no Rio de Janeiro: gestão do estádio responde por 25% do faturamento - Crédito: Ernani de Almeida, Fotos: 1 Renato Pizzutto, 2 Divulgação, 3 Fernando Cavalcanti, 4 Divulgação, 5 Bob Wolfenson, 6 Paulo Vitale
Flávio Souza (à esq.) e Mauro Corrêa, ambos da Golden Goal, no Engenhão, no Rio de Janeiro: gestão do estádio responde por 25% do faturamento
No mês passado, teve início o campeonato Brasileiro de Futebol, o Brasileirão. Nos gramados, os 20 maiores clubes vão disputar 380 jogos, nos próximos sete meses, em busca do primeiro lugar no maior evento da agenda esportiva do país. No ano passado, mais de 5 milhões de torcedores compareceram aos estádios, gerando uma receita de bilheteria de aproximadamente 120 milhões de reais. Essa dinheirama é apenas uma fatia, a menor porção, do total de recursos movimentados pelo futebol.
Segundo levantamento da consultoria Bdo rcs, os 20 maiores clubes geraram 2,15 bilhões de reais em negócios em 2011. Essa grana vem da bilheteria dos jogos, da venda de patrocínio e das negociações envolvendo a compra e a venda de atletas. Longe dos holofotes e dos gramados, centenas de profissionais disputam o direito de negociar em nome dos times.
Até o fechamento desta edição, Flamengo, corinthians e são Paulo estavam no centro de uma disputa envolvendo as grandes agências de marketing esportivo, entre elas a traffic, do empresário J. Hawilla, e agências médias, como a carioca Golden Goal, fundada, em 2004, por Mauro corrêa e carlos eduardo Ferreira, ex-consultores da A.T. Kearney. Embora os contratos de patrocínio no futebol ainda representem o lado mais estrelado e endinheirado do esporte, outros negócios têm atraído o interesse de anunciantes e investidores.
Por exemplo, a administração dos estádios. Até bem pouco tempo os camarotes das arenas brasileiras eram espaços decadentes. Eles se transformaram em palco de eventos corporativos durante as partidas de futebol e os shows de celebridades, como U2 e Madonna. A golden goal administra os 79 camarotes do Engenhão, o estádio do Botafogo, no Rio de Janeiro. O cliente — bancos e grandes empresas — aluga o espaço e a Golden Goal faz a gestão dos fornecedores de bebidas, comidas e outros serviços.
"Esse filão representa 25% do nosso faturamento", diz Flávio souza, diretor administrativo- financeiro. Além disso, novas modalidades esportivas, como o MMA, têm feito com que empresas estabelecidas criem novas áreas de negócios e novos empreendimentos cheguem ao mercado. Há também uma diversidade de projetos em andamento por causa da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.Esses projetos têm gerado demanda por consultores especializados em medir o retorno de grandes investimentos de marketing no esporte.

Mais vagas 
Um estudo da SportPar, empresa de investimentos e gestão de ativos nas indústrias de esporte, entretenimento e mídia, mostra um aumento das receitas globais do esporte em 4,8% ao ano, chegando a 320 bilhões de reais em 2016. Nesse cenário, o Brasil saltará de 6 bilhões de reais, gerados em 2010, para 10 bilhões de reais, em 2016. No mesmo período, o setor que emprega atualmente 300 000 profissionais deve dobrar a oferta de vagas.
Esses números têm atraído empresários como o bilionário Eike Batista, que no ano passado se associou à americana IMg Worldwide. dessa parceria nasceu a IMX. "somos uma empresa pequena e pretendemos estar entre as maiores do setor nos próximos três anos", diz Alan Adlert, presidente da IMX, que emprega 55 funcionários, entre eles profissionais de finanças, publicidade e comunicação. A IMX está por trás de eventos de golfe, vela, tênis, mas tem também em seu portfólio campeonatos de skate e BMX.
No mês passado, a empresa de Eike adquiriu 50% da marca Rock in Rio. O posicionamento da IMX diz muito sobre a convergência que está em curso entre o mundo dos esportes e o do entretenimento — movimento que deve abrir novas vagas para profissionais de diversas áreas. A 9ine, formada no ano passado de uma uma parceria entre Ronaldo, o ex-jogador camisa 9 da seleção, e a WPP, o maior grupo de comunicação do mundo, tem como carro-chefe a gestão de imagem de atletas e artistas, um modelo que é novidade por aqui.
Entre seus agenciados estão o lutador Anderson Silva e os jogadores de futebol Neymar, do Santos, e Lucas, do São Paulo. Ronaldo também administra os contratos do cantor Luan Santana e está em negociação com duas cantoras famosas, uma baiana e outra mineira. "O nome Ronaldo abre muitas portas", diz Evandro Guimarães, diretor de operações.
A 9ine, que começou com quatro funcionários, hoje emprega 30 e opera nos moldes de uma agência de publicidade, com áreas de atendimento, criação e mídia. "O mercado de esportes no Brasil é emergente, e isso quer dizer que temos um mar de oportunidades pela frente", diz Marcos Lacerda, presidente da Momentum Sport, uma sociedade entre a agência de publicidade WMcCann e o ex-piloto Emerson Fittipaldi, com menos de um ano de atividade.
Ela atua em consultoria para empresas interessadas em investir em esporte, mas que não sabem em qual modalidade nem como, na ativação de marcas para as companhias que já compraram cotas de patrocínio e precisam explorar as oportunidades da associação com o clube ou com o atleta. A agência, que tem 17 funcionários, quer dobrar esse número nos próximos meses. As empresas citadas são apenas um pequeno extrato de um mercado que está se renovando e criando empregos.
As escolas de negócios já se deram conta da necessidade de mão de obra especializada para o segmento. A Trevisan Escola de Negócios, de São Paulo, tem um MBA de gestão do esporte, cujo foco é negócios. No mês passado, a Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro abriu um curso de marketing esportivo em convênio com a Federação Internacional de Futebol (Fifa). O programa é aberto para advogados, publicitários, administradores e atletas. Nesse mercado, a rede de relacionamentos é tão importante quanto ter experiência.
É fundamental circular pelos eventos esportivos e investir em networking. Um profissional que está começando ganha até 3 000 reais, e um diretor de 20 000 a 30 000 reais. A maioria das empresas não tem um plano de carreira definido, o que faz com que as promoções dependam da habilidade de gerar novos contratos e negócios. "Porém, é um setor que está se profissionalizando rapidamente e vai remunerar melhor quem for mais especializado", diz Pedro Trengrouse, coordenador acadêmico do curso da Fifa-FGV.