terça-feira, 28 de março de 2017

Ranking Digital das Principais Confederações Brasileiras

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O IBOPE Repucom, empresa líder em pesquisa de marketing esportivo e cultural, lança o primeiro Ranking Digital das Confederações Brasileiras de Esporte. Em primeiro lugar aparece a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com mais de 17 milhões de inscrições entre as diversas plataformas de mídia social. Em seguida vem a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), com quase um milhão de inscrições. Jiu-Jitsu, Esportes Aquáticos e Futsal completam a lista dos “Top 5”.
“Depois do extraordinário sucesso do nosso Ranking Digital dos Clubes de Futebol no país, decidimos expandir a nossa pesquisa também para as confederações no sentido de ajudá-las em seus esforços de engajamento com seus fãs, principalmente os mais jovens”, afirma José Colagrossi, diretor executivo do IBOPE Repucom.
Embora os esportes mais populares no país apareçam bem representados no ranking, modalidades menos conhecidas como Rugby, por exemplo, disputam o meio digital com as mais tradicionais. Segundo Colagrossi, ”O nível de engajamento de cada esporte com os internautas não depende apenas do tamanho da base de fãs, mas sim e, principalmente, da qualidade do conteúdo divulgado nas mídias sociais das confederações”, analisa.
Cada vez mais os patrocinadores esportivos se preocupam com a exposição de suas marcas nas plataformas digitais de seus patrocinados, e este movimento está em sintonia com a forma que a população busca informações sobre esportes. É o que mostra a onda mais recente do Sponsorlink – pesquisa do IBOPE Repucom sobre hábitos, comportamentos e atitudes dos fãs de esporte. O estudo aponta que quando buscam por informações esportivas, 46% dos entrevistados sempre recorrem à internet, em seus celulares e smartphones, e 42% sempre usam as mídias sociais.
“Na medida em que o objetivo de patrocínio não mais se limita à visibilidade da marca e associação com o patrocinado, mas também foca no engajamento da marca com os fãs, as mídias sociais se tornam fundamentais ao sucesso do patrocínio. Porque este engajamento acontece por meio das plataformas digitais do patrocinado”, concluiu Colagrossi.
Confira abaixo o resultado do levantamento inédito:

Ranking Digital Das Confederações Brasileiras
Levantamento IBOPE Repucom sobre o volume de inscritos nas redes sociais das confederações esportivas pertencentes, vinculadas ou reconhecidas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

SPONSORLINK – Onda de Setembro/2016
É a maior pesquisa especializada em esportes do mundo. Presente em 12 países, o estudo oferece uma visão panorâmica dos hábitos e atitudes, consumo de mídia, categorias de produtos e serviços relacionados a esporte. Realizado semestralmente desde 2013, o Sponsorlink representa a população de internautas brasileiros. Para esta pesquisa foram entrevistados 1.000 internautas, que representam 77,1 milhões de pessoas que acessam a internet no Brasil.

domingo, 26 de março de 2017

Domingo Espetacular mostra os problemas que levaram ao fracasso o projeto do legado olímpico

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Domingo Espetacular apresenta reportagem sobre a triste herança da Rio 2016Divulgação/Record TV
No Domingo Espetacular desta semana (26), veja a triste herança da Rio 2016: ginásios vazios, abandonados e sem uso, mas custando caro. O programa mostra por que uma das arenas gasta mais de R$ 2 milhões por mês com ar condicionado ligado vinte e quatro horas por dia. Saiba também os detalhes da denúncia que envolve a Arena do Futuro, um superfaturamento que ia custar R$ 70 milhões aos cofres públicos.
http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/domingo-espetacular-mostra-os-problemas-que-levaram-ao-fracasso-o-projeto-do-legado-olimpico-24032017 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Entenda como projeto de lei pode mudar negociações de TV no futebol

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Em tramitação no Senado, o projeto da Lei Geral de Esporte pode modificar algumas regras das negociações de direitos de televisão. No texto atual, há um dispositivo que abre brecha para negociações coletivas de direitos, embora apenas se os clubes toparem. E outras discussões como transparência e transmissão por internet estão em pauta. O projeto da Lei Geral do Esporte foi redigido por juristas especialistas em direito esportivo a pedido do Senado, e concluído no final do ano passado.

Ficou parado desde então até que nesta semana o presidente do Senado, Eunício Olivera, o enviou para as comissões da casa para ser analisado. No texto atual, os direitos de transmissão continuam a pertencer aos dois clubes que disputam a partida como na atual legislação. Mas há um dispositivo no artigo 204 que permite que os times cedam seus direitos a uma entidade organizadora da competição.

Neste caso, poderia tanto ser beneficiado um projeto de liga ou a própria CBF. Atualmente, a confederação já recolhe autorizações em nome de todos os clubes para negociar os direitos da Copa do Brasil. Isso também acontece nas federações onde clubes assinam autorizações para que elas negociem os Estaduais.

Pelo texto, essas entidades terão autonomia completa sobre os direitos da competição caso recebam a cessão dos clubes. ''Passa a haver a chance de uma negociação coletiva o que dá segurança jurídica para um caso de liga'', contou o advogado Pedro Trengrouse, participante do grupo de juristas e coordenador do curso da Fifa/FGV de gestão esportiva.

Outra discussão foi sobre as transmissões por internet, tidas como o futuro dos eventos esportivos. Inicialmente, chegou a ser incluído no texto que todos os grandes eventos teriam de ter uma transmissão em TV Aberta ou grande meio de difusão, não podendo ser a única plataforma a internet. Isso inviabilizaria a compra de direitos por empresas de internet. Mas o mecanismo foi retirado. O que sobrou no texto é que os direitos de internet têm que respeitar as outras regras de direitos para televisão.

Em audiência, representantes de televisões manifestaram preocupação com a internet. O membro da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), Cristiano Flores, disse que ''a chegada das novas mídias não sofre a regulação daqueles setores já instalados''. Ou seja, durante a discussão da lei, podem haver novas mudanças e pressões por restrições à internet.

No projeto atual, foram elencados princípios sobre as negociações de televisão que têm de respeitar a ''livre concorrência e a prevenção às práticas de mercado anticompetitivas''. Outro princípio é de ''a proteção da empresa nacional e da produção de conteúdo próprio local.''

Teoricamente, esse segundo dispositivo favoreceria emissoras como a Globo contra concorrentes internacionais como Facebook e Youtube, que poderiam, caso tenham interesse, entrarem neste mercado de direitos esportivos. As duas empresas, por sinal, não mandaram representantes para as audiências sobre direitos de televisão apesar de convidados. Mas, como são só princípios, podem não ter efeito prático nas negociações. ''Explicitamente, o texto atual não tem alterações nas regras.

Mas essa base de princípios de transparência e livre competição abre espaço para melhorar as negociações'', contou o relator do projeto, Wladimir Camargos. Ele defendia que os direitos de transmissão ficassem com os mandantes dos jogos, como ocorre em alguns países. Mas, por decisão da maioria, foi mantido o direito com ambos os times. Foi mantido no texto a obrigatoriedade de os jogos da seleção serem transmitidos em TV Aberta, o que já está previsto na Lei Pelé.

domingo, 12 de março de 2017

Maior patrocinador ameaça romper se Boa Esporte não desistir de Bruno

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Grupo Goís & Silva agenda reunião para esta segunda-feira e publica manifesto em redes sociais. Previsão é de que o goleiro seja apresentado na próxima terça

 

Por Varginha, MG Grupo Góis & Silva pode romper com Boa Esporte após contratação do goleiro Bruno (Foto: Divulgação Grupo Góis & Silva) 

O Boa Esporte pode perder seu patrocinador master caso a contratação do goleiro Bruno, anunciada na última sexta-feira (10), vá adiante. A informação foi confirmada pelo Grupo Góis & Silva em nota oficial na tarde deste domingo (12). O contrato entre as partes teria duração de mais três anos.
No comunicado, o grupo diz repudiar toda forma de violência, "independente de classe social, gênero, faixa etária, cor da pele, orientação sexual, religião etc". Ainda segundo o Góis & Silva, uma reunião deve ser realizada na tarde desta segunda-feira (13), quando o goleiro deve chegar a Varginha, para "requerer à diretoria do clube rever sua decisão de contratação do Goleiro Bruno". 
Bruno Fernandes; goleiro boa esporte (Foto: Lúcio Adolfo)Bruno deve ser apresentado na terça-feira pelo Boa Esporte (Foto: Lúcio Adolfo)
Saída de patrocinador
Mais cedo, um patrocinador já havia rompido contrato com o Boa Esporte. O anúncio da Nutrends Nutrition – empresa de suplementos nutricionais – foi feito em uma rede social na noite deste sábado (11). No comunicado, a empresa diz que a partir de uma 'reunião extraordinária, a Diretoria da Nutrends® Nutrition decidiu que, a partir de hoje, a empresa não é mais patrocinadora/apoiadora do Boa Esporte Clube'.
Depois da publicação informando o fim da parceria, vários seguidores da empresa parabenizaram a atitude tomada. Em resposta a alguns comentários, a empresa diz que 'só para esclarecer, não nos pronunciamos antes porque recebemos a notícia no fim da tarde de sexta-feira. A direção não estava reunida e não tínhamos como publicar algo'.
Além da Nutrends, a Cardiocenter Varginha, que presta serviços de avaliações médicas dos jogadores do Boa Esporte também se pronunciou. A empresa publicou um comunicado em sua página oficial no Facebook dizendo ter pedido para que a marca fosse retirada do site oficial do clube.
Cardiocenter pede para ter logo retirada do site do Boa Esporte (Foto: Reprodução Facebook)Cardiocenter pede para ter logo retirada do site do Boa Esporte (Foto: Reprodução Facebook)

Site hackeadoApós o anúncio da contratação do goleiro Bruno na última sexta-feira (10), o site oficial do Boa Esporte Clube foi hackeado no início da tarde deste domingo (12). A página inicial, que trazia informações sobre o clube e os últimos jogos no Campeonato Mineiro, foi substituída por um texto com dados sobre feminicídio e questionamentos sobre a associação de empresas com o jogador.
Momentos depois, o Boa Esporte retirou a mensagem do ar, deixando somente uma página em branco.
Página oficial do Boa Esporte foi hackeada após anúncio do goleiro Bruno (Foto: Reprodução site Boa Esporte)Página oficial do Boa Esporte foi hackeada após anúncio do goleiro Bruno (Foto: Reprodução site Boa Esporte)

Outro lado
Em nota oficial publicada no início da tarde deste domingo (12) e assinada pelo presidente do clube, Rone Moraes da Costa, o Boa Esporte afirma que "não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno, mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano, mais, cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar".  
No documento, o presidente diz ainda que "o tão procurado estado democrático de direito, a sociedade justa e fiel, a vida em sociedade, segundo critérios civilizados indicam de longa data que o criminoso colocado em liberdade deve ter atenção do estado, atenção suficiente para que possa restabelecer uma vida em sociedade. E ninguém pode negar que não existe vida em sociedade mais digna [do que a] vida no trabalho". 
Goleiro Bruno Fernandes se reúne com a diretoria do Boa Esporte (Foto: Reprodução / Redes Sociais)Goleiro Bruno Fernandes se reúne com a diretoria do Boa Esporte (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Confira a nota da diretoria do Boa Esporte na íntegra:
O que dizer da contratação do atleta Bruno?
O Boa Esporte clube. Equipe de futebol profissional em minas gerais, clube reconhecido nacionalmente, sendo campeão Brasileiro da Série C.
Convive nos últimos dias com uma avalanche de comentários nas redes sociais após noticia da contratação do atleta Bruno.
A cidade de Varginha que é conhecida pela possível aparição de um extraterrestre (ET) convive com a notícia da contratação do atleta Bruno.
A regra legal brasileira é a que todos, inclusive os criminosos mais perigosos, sejam submetidos a um julgamento honesto, imparcial e que a lei seja o fundamento da punição. Por sua vez, quando pensamos na aplicação da lei, certo ou não, suficiente o bastante ou não, justa o suficiente para o caso ou não, o que não podemos deixar de entender é determinado pelo cumprimento da lei. As consequências do erro humano possuem fundamentos de pena corporal. A lei dos homens indica a aplicação de penas variáveis de acordo de uma série de crenças, costumes e ideologias.
No Brasil os criminosos serão apenados com a prisão e, via de regras, colocados em liberdade, deve ser orientado, acompanhado e, não menos, pelo caminho de Deus.
Com certeza um dos motivos da evolução da pena que ela não seja transferida para outras pessoas, que seja pessoal, que não seja definida pela lei do Talião (olho por olho, dente por dente).
O tão procurado estado democrático de direito, a sociedade justa e fiel, a vida em sociedade, segundo critérios civilizados indicam de longa data que o criminoso colocado em liberdade deve ter atenção do estado, atenção suficiente para que possa restabelecer uma vida em sociedade. E ninguém pode negar que não existe vida em sociedade mais digna vida no trabalho. Quem nunca ouviu: o trabalho dignifica o homem? Então o argumento seria asqueroso, nojento ou imoral (a contratação do atleta Bruno), antes de mais nada, legalmente, faz parte da obrigação social da empresa, da sociedade em cooperar com a recuperação de um ser humano. Aqui não se condena a morte ou prisão perpetua. Enquanto isso não refletir a regra legal, a regra é que o egresso, o criminoso colocado em liberdade, possa obter meios de viver em sociedade, trabalhando e procurando dignidade em sua vida.
Onde estaria a contribuição de uma empresa esportiva quando cumpre a lei?  Diante desses argumentos podemos afirmar que o Boa Esporte Clube não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno, mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano, mais, cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar. 
O Boa Esporte Clube não esta cometendo nenhum crime conforme a legislação Brasileira e perante a lei de Deus. 
Boa Esporte Clube.
Rone Moraes da Costa
Presidente

 

Maioria dos esportes vê patrocínio sumir após os Jogos do Rio

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PAULO ROBERTO CONDE
DE SÃO PAULO

12/03/2017 02h00

Passados sete meses dos Jogos Olímpicos do Rio, mais da metade das confederações esportivas brasileiras perdeu patrocínio, está sem apoio ou prevê uma fuga maciça de investimentos no ciclo que termina em 2020, em Tóquio.
Levantamento feito pela Folha aponta que dez entidades perderam algum tipo de apoio após a Rio-2016 ou ao longo do ano e cinco já não possuíam patrocínio nem têm expectativa de obtê-lo.
Outras sete vivem situação de impasse, sem saber se terão vínculos com importantes empresas estatais renovados para os próximos anos.
Apenas cinco das confederações consultadas disseram ter mantido ou acrescentado patrocinadores à sua lista.
A situação se agrava porque duas das principais estatais do país, a Caixa e a Petrobras, ainda não definiram a quem vão manter o apoio nos próximos anos. A exceção é o remo, cuja confederação afirmou à reportagem que o aporte de R$ 1,5 milhão da Petrobras não será renovado.
Fabrizio Bensch/Reuters

Aska Cambridge, do Japão, cruza linha de chegada no revezamento 4x100 m no Engenhão
Os investidores têm retirado os projetos sobretudo por dois motivos: crise econômica e fragilidade administrativa das confederações.
"Pesos-pesados" do cenário olímpico brasileiro como atletismo, basquete e desportos aquáticos atravessam situação de agonia em relação à retração de investimento.
A CBAt (confederação de atletismo) perdeu o apoio da Globo, de R$ 1,5 milhão por ano, e ainda espera decisão da Caixa, que lhe injetou R$ 90 milhões entre 2013 e 2016.
"Vamos perder 20% do nosso orçamento para 2017", afirmou a confederação, em nota, para em seguida salientar que fez corte de pessoal.
Impacto nos resultados é algo que o basquete e os desportos aquáticos dificilmente conseguirão evitar.
A CBB (confederação de basquete), que ostenta dívida superior a R$ 17 milhões e na sexta (10) elegeu Guy Peixoto Júnior como seu novo presidente, perdeu R$ 8,5 milhões ao ano do Bradesco.
A CBDA (aquáticos) também perdeu repasse do banco. Mas também viu as saídas da Sadia e um corte profundo dos Correios. Ao todo, o superintendente Ricardo de Moura estima em 75% de perda na comparação com 2016.
"Tivemos de adaptar eventos à nova realidade", disse. Entre as medidas está mandar só dez nadadores ao Mundial da Hungria, em julho.
Já a confederação de handebol, que tem seleções de nível mundial, afirmou que foi necessária "readequação de planejamento" após perder o fornecedor de material esportivo e manter só um terço do que levava dos Correios.
O mais preocupante é que o dinheiro não chegará à preparação de atletas. O tênis de mesa, que tem hoje em Hugo Calderano pela primeira vez um atleta entre os 23 melhores do mundo, viu suas verbas caírem 45% ante 2016.
"Houve corte nos eventos organizados pela CBTM nesta temporada, além do corte de custos para o envio de atletas para competições internacionais", disse a confederação em nota. Dos 17 torneios a que as seleções foram em 2016, neste ano serão só seis.
Até o COB (Comitê Olímpico do Brasil) está sem patrocinadores privados –perdeu Nike, Nissan e Bradesco.
Com menor arrecadação em relação a 2016, o comitê diminuiu e reformulou o repasse da Lei Piva às confederações. Tiro esportivo, tiro com arco, badminton e pentatlo moderno são entidades que dependem única e exclusivamente desta verba.
"O prejuízo [de R$ 800 mil] que tivemos foi sério e não há como recompor", disse Durval Balen, chefe da confederação de tiro esportivo.
ILESO, JUDÔ PAGA BÔNUS E FECHA BASE NO JAPÃO
Em meio à debandada de investimentos para as confederações esportivas olímpicas após os Jogos do Rio, judô e rúgbi têm passado praticamente ilesos à crise.
Esporte que mais medalhas olímpicas deu ao Brasil (22), três delas no Rio, o judô renovou com seis dos sete patrocinadores e apoiadores que despejaram dinheiro nos tatames no ciclo até 2016: Bradesco, Cielo, Mizuno, Infraero, Scania e Globo.
A única pendência é a Petrobras, que ainda avalia que investimentos fará para o próximo ciclo. Entre 2013 e 2016, a estatal repassou cerca de R$ 20 milhões à confederação.
A CBJ (confederação brasileira) diz que não terá grande redução em seu orçamento para o ciclo que se encerra em Tóquio. "Nosso terremoto na escala Richter não chegou a grau 3", afirmou Paulo Wanderley, que chefiou a entidade até este mês e é vice do Comitê Olímpico do Brasil.
O dirigente afirmou que a entidade distribuirá R$ 1,5 milhão entre os medalhistas olímpicos e mundiais, como incentivo. A cada semestre é feita uma reavaliação, que define o quanto será repassado a cada um.
O judô brasileiro já definiu onde fará sua aclimatação antes dos Jogos Olímpicos de 2020. Até 60 pessoas, entre atletas, técnicos, profissionais de saúde e oficiais vão passar as duas semanas que antecedem a Olimpíada na cidade de Hamamatsu, cerca de 200 km distante de Tóquio.
A CBRu (confederação de rúgbi) acrescentou os Correios à sua lista de patrocinadores e afirmou que terá um orçamento em 2017 maior do que o realizado em 2016.
Markus Schreiber - 8.ago.2016/Associated Press

Rafaela Silva (azul) enfrenta a sul-coreana Kim Jandi


sábado, 11 de março de 2017

Visibilidade, reputação de marca e a contratação de Bruno pelo Boa Esporte

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Sob o ponto de vista corporativo, analisamos como a contratação do goleiro Bruno afetará a confiança e credibilidade do clube e patrocinadores

11 MAR, 2017 ESCRITO POR MKT ESPORTIVO


Por Eduardo Esteves


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Sétima rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, Flamengo 1 x 2 Goiás no dia 05/06/2010, última partida oficial de Bruno. Sete anos desde a última vez que o goleiro entrou em campo, treinou como um atleta profissional e se dedicava ao seu ofício. Sua contratação, motivada por uma liberação do STF após sete anos encarcerado, me fez pensar sobre um ativo muito valioso de uma empresa (que é como um clube deve ser visto hoje): sua reputação.

A reputação é a forma que consumidores (torcedores) enxergam e interpretam os valores transmitidos por uma marca ou empresa (clube). Mais do que ATRAIR, já que torcedor é naturalmente atraído quando se trata do seu clube do coração, ela atua de maneira estratégica para MANTER uma boa imagem, credibilidade e confiança. Portanto, reputação é um pilar trabalhado com objetivos de longo prazo.

Campeão da Série C em 2016, o Boa Esporte Clube nasceu em 1947 e se tornou profissional somente em 1998, ainda como Ituiutaba. Ao longo dos últimos anos, a equipe hoje de Varginha ganhou relativo espaço na mídia por contratar jogadores experientes, como Marcelinho Paraíba e Alex Silva. Porém, dentro de campo, sempre alternou entre a série B e C do futebol brasileiro.

Sua reputação, portanto, ainda estava sendo construída. E agora, como ficará sua credibilidade? E os valores transmitidos ao mercado? Vale ficar marcado para sempre como o clube que contratou um jogador ainda em dívida com a justiça em um caso de assassinato que comoveu o país? E um possível acesso em 2018?
Voltando ao Bruno, na reunião entre os dirigentes, advogado, empresário e o atleta, imagino que a pergunta “Já imaginou a visibilidade que o clube terá com a cobertura de treinos e jogos?” foi dita por um dos presentes. E, para chamar atenção, esta ilusão foi comprada por dois anos. Ilusão esta de que a exposição será positiva, afinal, estará sempre atrelada a uma pessoa condenada e execrada pela opinião pública.
No termômetro de todo e qualquer acontecimento mundial, as redes sociais, choveram ofensas e críticas ao clube e seus patrocinadores. O anúncio alcançou o trend topics no Brasil.



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Sou CONTRA a contratação do Boa Esporte ao goleiro Bruno. Suja a imagem da instituição Boa Esporte Clube.
Os patrocinadores do Boa Esporte poderiam cancelar o contrato com eles.
Ridículos.
Nem preciso falar em boicote aos patrocinadores deste tal Boa Esporte,certo? No mínimo são simpatizantes de assassinos impunes. Alô Varginha
Sobre suas parceiras, vale um destaque. Claro que estas empresas conseguirão uma visibilidade que jamais pensariam obter com o Boa. Mas será que elas têm noção de que crise de imagem afeta diretamente suas reputações? Ou que um posicionamento rápido é essencial para preservá-las? Surpreendentemente, para uma em especial, sim!

Impactada diretamente pela contratação a partir dos comentários em sua fan page, a Nutrends se posicionou. Indagada por seus seguidores sobre o patrocínio (marca exposta no ombro), respondeu: A empresa Nutrends é somente patrocinadora do time e não participa do processo de contratação. Pra nós foi também uma surpresa e ainda não foi definido uma posição sobre esse assunto.

Ter orientação voltada ao público é a chave do sucesso. No mercado corporativo, o consumidor tem influência direta na tomada de decisão da empresa, seja para um novo serviço, produto, identidade ou reposicionamento. A quebra da confiança é um passo para o fracasso. Ao menos a Nutrends agiu rápido, se posicionou e deve definir o futuro em breve. E a Kanxa, tão tradicional no cenário boleiro do Brasil?

Todo ser humano merece uma segunda chance na sociedade desde que sua dívida com a justiça, se houver, esteja paga. Bruno deixou a cadeia após sete anos a partir de uma sentença originalmente decretada em vinte dois. Ou seja: o processo e sua pena seguem em andamento. No fim, a cultura da exposição e “oba oba” prevaleceram. Neste caso, a máxima (personalizada) “falem mal ou falem mal, mas falem de mim” caberá no Boa Esporte daqui em diante.

Como emissoras tratarão o tema? Bruno será convidado para programas e seguirá com a imagem na mídia, agora, como de um jogador profissional? Se a justiça determina seu retorno ao presídio, será um papelão comercial ainda maior do Boa Esporte. Aguardemos…

Contribuição de Matheus Melgaço